Em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa (ALE) na tarde desta quarta-feira, 1º, o deputado Galba Novaes (PRB) alfinetou o líder do governo na Casa, deputado Ronaldo Medeiros (PT). Ontem, os dois parlamentares se estranharam durante uma discussão sobre o Projeto de Lei, de autoria da Mesa Diretora, que cria e reestrutura cerca de 120 cargos na Casa.
Com vários papéis em mãos, Novaes disse que não revelaria o que tinha para mostrar hoje em respeito à ausência de Medeiros - que deixou o plenário antes do final da sessão -, mas criticou a postura do colega como líder do governo e frisou que nenhuma acusação ou insinuação feita contra ele ficaria sem resposta.
“Tenho muitos erros, mas não de roubar, matar, comprar votos... Não de ter gravações de compra de votos... Isso eu não tenho. Mas, eu queria a presença do líder do governo aqui para falar sobre esses assuntos”, disse Novaes, insinuando um possível conteúdo “bombástico” nos papéis que carregava.
“Ser líder não é fácil. Fui líder do ex-prefeito Cícero Almeida na Câmara Municipal de Maceió e sei que a função de líder é fazer politica diferenciada, negociação saudável”, continuou o deputado, se queixando do fato de Medeiros ter questionado, na sessão de ontem, a forma como ele (Novaes) ingressou no cargo de procurador da Câmara Municipal.
“Um líder tem que ser impessoal, imparcial, para poder fortalecer a relação democrática. Vou defender minhas posições aqui sem enveredar pelo caminho pessoal, sem denegrir a imagem dele (Ronaldo Medeiros). Para qualquer acusação eu responderei educadamente, mas nada ficará sem resposta”, frisou.
Após um aparte onde o deputado Dudu Hollanda (PSD), integrante da bancada governista, sugeriu a substituição de Medeiros por Isnaldo Bulhões na liderança do governo, Galba Novaes encerrou o pronunciamento com um trecho da música “Lama”, que ficou conhecida na interpretação da cantora Clara Nunes: “Não adianta estar no mais alto degrau da fama, com a moral toda enterrada na lama”.
