A Assembleia Legislativa de Alagoas – e os deputados – já cansou de se apresentar aos alagoanos como uma verdadeira casa dos horrores. São inúmeras as reportagens de veiculação nacional que alçam a ALE ao estrelato das páginas policiais. Quase sempre os escândalos se relacionam com a mal afamada folha salarial da Casa de Tavares Bastos. O mais recente foi revelado e passou despercebido numa sessão legislativa, há cerca de duas semanas: a manutenção de ex-deputados na folha a um custo que saltou de R$ 238 mil mensais em 2013 para R$ 340 mil em 2014.

O próprio Procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, afirmou que o problema da folha são os enxertos. Quando, ainda sob a gestão da antiga Mesa Diretora, presidida do Fernando Toledo (PSDB), que ocupou o cargo por incríveis oito anos consecutivos, com breves lapsos de afastamento, verificou-se que a ALE possuía duas folhas. Uma oficial, feita pelo sistema da Elógica e outra, oficiosa, que era remetida à Caixa Econômica Federal com ordem para pagamento.

Os absurdos não eram poucos, mas em geral o problema eram os “laranjas”. Pessoas que inadvertidamente constavam da lista – que ia à CEF – como funcionários, mas que sequer sabiam onde a ALE ficava. O mais recente caso descoberto – e escancarado em mídia nacional – foi o das lavadeiras, que teriam recebido milhares de reais em salários, mesmo sendo beneficiárias do Bolsa Família.

O escândalo transformou as irmãs lavadeiras em vítimas novamente, não só pelo uso de seus dados para fraude, quanto por terem perdido o programa federal e terem sua imagem, intimidade e vida devassada em rede nacional. No entanto, as surpresas não param e circulam inclusive em destemido debate no plenário da ALE, pelos próprios deputados estaduais.

 

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