A programação da Semana de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa foi encerrada na manhã desta sexta-feira (26) com uma caminhada no calçadão do Comércio, no Centro de Maceió. Com música, dança, faixas e cartazes, jovens e grupos da terceira idade pediram paz, atenção e respeito. A atividade organizada pela Comissão Permanente de Defesa dos Direitos do Idoso da Câmara de Maceió, em parceria com Pastoral da Pessoa Idosa, contou com a participação de escolas e instituições do terceiro setor.
Para a vereadora Fátima Santiago (PP), membro da Comissão, o objetivo da caminhada foi chamar atenção de jovens e adultos para a violência contra o idoso. “Não se admite que a sociedade não olhe para esse problema, já que a violência está dentro de casa. A prevenção é dever de todos, incluindo a juventude”, afirmou a parlamentar.
Alunos da Escola Estadual Aurelina Palmeira de Melo, que estudam o Estatuto do Idoso em classe, participaram da caminhada e chamaram atenção para o aumento da violência doméstica. “Não podemos achar que é comum gritar ou bater no idoso, precisamos nos posicionar e denunciar, afinal alguns nem podem mais se defender. É uma covardia. Precisamos cuidar daqueles que são mais velhos “, falou emocionado, Jose Roberto Costa, aluno do oitavo ano ”. Para ele, a discussão do Estatuto em sala de aula tem sido positiva, por chamar a atenção para o problema.
A caminhada contou ainda com a participação de quadrilhas juninas da melhor idado e grupos de idosos do Pontal da Barra e do Salvador Lyra. A animação peculiar dos participantes, não escondeu a seriedade do problema. “Eu trabalhei a vida inteira, hoje quero me divertir com minhas amigas do Centro, e não posso ser condenada por isso. Nem podem bater em quem não tem como se defender. Nós queremos ser felizes”, lembrou a aposentada Terezinha dos Anjos, 76, moradora do Pontal.
LEI- Um dos artigos do Estatuto do Idoso, que trata diretamente da violência, afirma que “Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão e todo atentado aos seus direitos por ação ou omissão será punido na forma da lei”. O Estatuto foi aprovado em novembro de 2003.
