Em matéria divulgada em seu site nesta sexta-feira, 19, a revista Istoé afirma que, segundo a Polícia Federal, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), teria recebido R$ 30 milhões de propina de um esquema que desviou R$ 100 milhões dos cofres da previdência dos funcionários dos Correios e da Petrobras, respectivamente, Postalis e Petros.

Além de Calheiros, teriam recebido dinheiro também, R$ 10 milhões cada, o senador Lindbergh Farias (PT/RJ) e o deputado federal e ex-ministro de Dilma, Luiz Sérgio (PT/RJ), relator da CPI do Petrolão.

As denúncias foram repassadas à PF por um delator identificado como Reinaldo Souza da Silva, funcionário do grupo Galileo Educacional, empresa criada pelos criminosos para escoar os recursos dos fundos.

Segundo a reportagem da Isto é, para desviar os recursos dos fundos de pensão, os acusados, de acordo com a investigação da PF, montaram o grupo Galileo Educacional a fim de assumir o comando das Universidades Gama Filho e UniverCidade, ambas no Rio de Janeiro. Para fazer dinheiro, o grupo lançou debêntures que foram adquiridas pelo Postalis e pelo Petros. A operação foi feita apenas por influência política e sem nenhum critério técnico e o dinheiro, em vez de ser aplicado nas universidades, teria sido desviado para um emaranhado de empresas e depois, segundo o delator, remetido a Renan, Lindbergh e Luiz Sérgio.

A PF e o Ministério Público, que também atua na investigação, acreditam que o dinheiro tenha circulado pelas contas das empresas dos sócios do Galileo, por outras empresas fantasmas e até doleiros, antes de chegar aos políticos citados.

Uma das empresas que recebeu os recursos pertence, segundo a PF, ao empresário Milton de Oliveira Lyra Filho, conhecido como Miltinho, apontado em Brasília como o lobista de Renan.

A reportagem da Isto é procurou o presidente do Senado que, por meio de sua assessoria, Calheiros respondeu que “não tem e não teve nenhuma relação com as instituições mencionadas”, entre elas a Galileo Educacional.

O senador Lindbergh Farias também negou qualquer relação com o grupo Galileo e as universidades Gama Filho e UniverCidade. Para ele, a denúncia “não tem pé nem cabeça”.

O deputado Luiz Sérgio também afirmou à Isto É desconhecer a denúncia e o inquérito da PF, mas defende o esclarecimento da questão. Ele negou qualquer relação com os envolvidos.

Leia a reportagem completa:

http://www.istoe.com.br/reportagens/423398_PROPINA+DE+R+30+MILHOES+PARA+RENAN