As irmãs Naudyenne da Silva Quintino e Sandra Maria da Silva, as lavadeiras que tiveram seus nomes inclusos na folha de servidores da Assembleia Legislativa de Alagoas, sem que soubessem, foram nomeadas para o gabinete da deputada Thaise Guedes, do PSC, em 1 de fevereiro de 2012, e exoneradas três meses depois.

O valor dos salários era de R$ 2.102,13 cada, mas Naudyenne e Sandra asseguram que nunca receberam um centavo do total de R$ 12,612,78 que oficialmente o legislativo alagoano desembolsou para elas. O Fantástico, da Rede Globo, que trouxe à imprensa esse caso, informou que os valores podem ter sido em torno de R$ 21 mil.

A deputada Thaise Guedes nega conhecer as lavadeiras e a forma como a nomeação delas foi parar em seu gabinete. Segundo a parlamentar, ela só tomou conhecimento do caso agora, três anos depois, quando viu a reportagem na televisão e decidiu solicitar informações do Departamento de Recursos Humanos do Poder Legislativo.

“Para minha absoluta e ingrata surpresa, foi indicado que as senhoras Sandra Maria da Silva e Naudyenne da Silva Quintino foram "lotadas em meu gabinete", no período de 1º de fevereiro de 2012 ao dia 02 de maio de 2012, recebendo cada uma a importância de R$2.102,13 (Dois mil, cento e dois reais e treze centavos), mensalmente”, diz a deputada, em nota enviada ao Cada Minuto.

“Logo após tomar ciência do caso, com a plena consciência de que não tive nenhuma ligação com tão absurdo fato, procurei o Ministério Público e me reuni com o Procurador Geral de Justiça, Dr. Sérgio Jucá, para demonstrar minha indignação e preocupação”, acrescenta Thaise, informando que está à disposição para os esclarecimentos necessários.

Na nota, a deputada defende que “o caso seja devidamente investigado pelas autoridades competentes, de modo que os responsáveis por esse escândalo vergonhoso sejam punidos”.  Para Thaise Guedes, a antiga mesa diretora presidida pelo ex-deputado Fernando Toledo, pode ser a responsável por essa fraude.

“Não quero aqui fazer pré-julgamento ou até mesmo uma defesa prévia, mas é de conhecimento de todos que a antiga mesa diretora foi acusada de manter uma lista com 213 funcionários que, supostamente, seriam fantasmas. Mas eu, veementemente, reafirmo, eu não sei quem são essas pessoas, nem nunca as vi”, diz a parlamentar.

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