Em entrevista que será publicada na edição desta sexta-feira (19) do jornal CadaMinuto Press, o ex-deputado estadual Judson Cabral (PT) fala de sua nova fase da vida pública, à frente do Serviço de Engenharia de Alagoas (Serveal), no governo de Renan Filho (PMDB). Mas entre outros temas abordados por Candice Almeida, o político com uma das trajetórias mais limpas de Alagoas avalia a situação do Partido dos Trabalhadores, que tenta se recuperar de uma crise de credibilidade, causada pelo escândalo de corrupção na Petrobras.

Judson indicou que pode sair do PT, mas demonstrou estar esperançoso de que as decisões tomadas no Congresso do partido em Salvador, há uma semana, intervenha nos rumos do partido e do governo, apoiado e criticado, durante o evento. O ex-deputado se sentiu contemplado com intervenções da juventude do PT, mas considera ainda difícil a formação de novas lideranças em movimentos estudantis, sindicais, que garantam uma intervenção eficaz no processo político do Estado.

“E nós estamos realmente buscando superar esta crise. Porque não tenha dúvidas, nós saímos extremamente fragilizados. Acho que a maior pena o PT tem recebido. O PT tem sim sua responsabilidade, mas está demais. Aqui, então, a coisa é ainda muito pior”, afirmou o ex-deputado.

Na conversa com Candice Almeida, o petista ressalta que compõe o governo de Renan Filho como profissional, não por indicação partidária. E critica o ajuste fiscal do governo de Dilma Rousseff, que atingiu a classe trabalhadora com uma dose cavalar de perdas de direitos, antes de intervir na concentração de riqueza nas mãos de poucos.

Mas apesar de minimizar a repercussão do quadro de crise, culpando uma abordagem “exagerada” da mídia, Judson cobra que o governo federal dê satisfação à sociedade sobre as medidas que vem tomando.

“Nós deveríamos apontar, a princípio, para as grandes fortunas, os grandes lucros. É claro que é necessário que certas coisas sejam corrigidas quanto aos direitos trabalhistas. Acho que deveria ter ajustes, mas não da forma como foi feito. Logo suprimindo direitos. Acho que a direção do ajuste foi no sentido errado, não deveria ter atingido logo as conquistas dos trabalhadores. Tem sido muito difícil. Juntando com a crise no setor energético, a crise econômica que desacelera o crescimento, a inflação saiu um pouco do ritmo que vinha. Não que ela esteja fora do controle, mas não é esse exagero que querem passar – do quanto pior, melhor. Não, não é assim. O governo precisa reavaliar e dar uma satisfação à sociedade que não seja só penalizando os trabalhadores”, afirmou o presidente do Serveal.

Confira a íntegra da entrevista na edição do CadaMinuto Press que chaga nesta sexta-feira (19) às bancas!