Os servidores do Judiciário Federal de Alagoas iniciaram à greve por tempo indeterminado com forte adesão pela aprovação do PLC 28/2015, que recompõe as perdas salariais de nove anos da categoria.
Na manhã da quarta-feira (17), servidores da Justiça Federal, do TRT, do TRE, das Varas Trabalhistas e cartórios eleitorais do interior se uniram em frente ao prédio das Varas do Trabalho, em Maceió, para realização de ato público pela reposição salarial.
A mobilização contou com a presença do juiz federal Antônio José de Carvalho Araújo, que é presidente da Associação dos Juízes Federais da 5ª Região (Rejufe). O magistrado manifestou apoio aos servidores, destacando que sua associação entende que a justiça só é feita com todos (servidores e magistrados), a qual concretiza os direitos e a realização dos serviços públicos, bem como reduzindo as desigualdades sociais. Destacou que o direito à greve faz parte de um direito político coletivo, que ao longo da história, foi descriminalizado, porque a essência desse direito é parar a produção e quebrar toda cadeia produtiva devido ao trabalhador estar insatisfeito com o salário e as condições de trabalho. “É um direito que não existe por se só, mas por movimento e construção, Não é um direito que é declarado. Desde a Constituição de 1988 que a lei específica, que deveria ter sido criada para regulamentar o direito de greve, até hoje não foi construída no Congresso nem sancionada. Foi preciso de uma decisão do STF de um Mandado de Injunção dizer que se aplica a lei de greve do setor privado”, revelou.
Na manifestação, o coordenador Geral do Sindjus/AL, Paulo Falcão, repudiou a determinação do presidente do TRT da manutenção de 60% das atividades das unidades do Tribunal Regional do Trabalho. A iniciativa foi vista como uma repressão ao movimento grevista.
Antes mesmo da deflagração da greve, o Sindjus-AL comunicou a garantia do percentual mínimo de 30% do contingente dos servidores para a prestação dos serviços indispensáveis à sociedade, solicitando o acordo entre o sindicato e as administrações dos tribunais sem prejuízo de situações excepcionais com negociação revisional do referido percentual.
O sindicalista destacou que a greve é o último instrumento depois que todas as negociações se esgotarem. “É importante a organização dos trabalhadores, o direito de greve e a negociação coletiva. Precisamos desse tripé para que nossos direitos sejam preservados”.
Um dos momentos de descontração na greve aconteceu com a participação do Oficial da Justiça Federal Carlos Manuel que levou alegria aos grevistas tocando com o seu cavaquinho.
O comando de greve definiu intensificar a greve dos servidores do Judiciário Federal na Justiça Federal, a partir das 13 horas, desta quinta-feira (18). Na ocasião, o Sindjus/AL buscará o apoio da direção do Foro da Justiça Federal à greve da categoria. Hoje, também haverá também ato público dos servidores da Subseção Judiciária Federal, Varas do Trabalho e Cartório Eleitoral de Arapiraca.
Na sexta-feira (19), a concentração será em frente ao Fórum Eleitoral (cartórios eleitorais) a partir das 8 horas.
Os servidores do Judiciário Federal deflagraram greve por tempo indeterminado pela aprovação do PLC 28/2015, que recompõe as perdas salariais de nove anos da categoria.
A greve faz parte da mobilização nacional dos servidores do Judiciário Federal que reivindica ao governo Dilma e o Supremo Tribunal Federal a realização de um acordo quanto à disponibilidade orçamentária para aprovação e sanção do projeto de lei que recompõe as perdas financeiras da categoria.