O ex-presidente da CUT, Izac Jacson, critica a negociação entre o governo estadual e os servidores públicos.
Segundo ele, o modelo criado para as despesas com pessoal é cruel e engessa o estado.
Pelo facebook, Izac desabafou nesta manhã:
“Criaram uma montanha para o servidor escalar de costas sem equipamentos de segurança. O novo modelo de apurar os números para fazer frente as despesas com pessoal é cruel e engessa ainda mais o governo”.
É que o governo elencou cinco despesas para apurar o fluxo de caixa, o que, para Izac, isso significa um “equivoco” que só prejudica os trabalhadores.
“O novo modelo de apurar os números para fazer frente as despesas com pessoal é cruel e engessa ainda mais o governo. A forma apresentada considera apenas cinco receitas para apurar o fluxo de caixa e comete o equívoco de nas despesas apresentar o 100% do duodécimo repassado aos poderes TJ-MP -TC E ASSEMBLEIA. Além de não considerar como receita os programas da saúde que pagam folha”, diz o sindicalista.
Izac também ironiza a forma que foi dada pelo governo para definir os impasses financeiros com relação à reivindicação salarial dos servidores estaduais:
“Estou matutando qual a definição correta deste caixa. Caixa sem fundo, caixa para inglês ver, caixa rápido que leva tudo o que é nosso”.
Já a nova presidente da CUT, Rilda Alves, disse essa semana ao jornal Gazeta de Alagoas, que está hora do governador Renan Filho “dizer a que veio”:
“O que os servidores estão pedindo não é nada absurdo. E eles não querem a greve, porque ela não é interessante para ninguém: perde a sociedade, perdem os trabalhadores e o governo. Os servidores querem negociar, mas é necessário que o governo também queira. O governador pediu 100 dias para se estabilizar, já passou dos 150. É hora de dizer a que veio".
Em tempo: a proposta do governo, apresentada ontem e rejeitada pelo Movimento Unificado dos Servidores, é de 5% de reajuste (sendo 1% retroativo a maio, 2% em outubro e 2% em dezembro).
