A secretária de Educação de Maceió, Ana Dayse, disse que a Semed desconhece a “suposta cartilha sobre ideologia de gênero e outras questões que circulam nas redes sociais”, ao se referir ao tema que tem gerado polêmica e questionamentos, nas esferas estadual e municipal, por parte de políticos e da sociedade.

A declaração da gestora foi dada nesta sexta-feira, 12, durante uma reunião com vereadores e representantes de escolas particulares e dos conselhos estadual e municipal de educação para falar sobre a atualização do Plano Municipal de Educação (PME), que será debatido em audiência pública na próxima sexta-feira, 19, na Câmara Municipal de Maceió (CMM). 

 “Todo material pedagógico passa por uma análise. Tudo isso que está circulando nas redes sociais é falso, inverdades. A Semed esclarece que não há nada em andamento que não esteja dentro da lei. Não existe discussão sobre ideologia de gênero ou adoção de cartilha para o Plano Municipal de Educação”, garantiu a secretária.

A ideologia de gênero a qual a gestora se refere consta no Plano Estadual de Educação 2015/2025, disponibilizado na página eletrônica da SEE, já rendeu calorosos debates na Assembleia Legislativa (ALE), que também deve realizar uma sessão pública para debater o assunto.

Vários parlamentares informaram ter sido procurados por professores e pais de alunos receosos com algumas das diretrizes ligadas ao movimento LGBT contidas no plano.

Política

Ana Dayse explicou que O PME define situações como erradicação do analfabetismo, universalização do atendimento escolar, formação do trabalhador e outros, mas, neste momento, há um desvirtuamento da pauta: O plano é um documento que norteia uma política, com estratégia e metas para a educação nacional e municipal. Os projetos políticos-pedagógicos, que trazem, por exemplo, o tema sexualidade, não são tratadas isoladamente, mas como uma política”, esclareceu

Severino Nascimento, presidente da Comissão de Atualização do PME, lembrou que o projeto, baseado nos planos nacional e estadual, ainda irá passar por fases de consulta, audiência pública e conferência antes de ser aprovado.

Nildo Correia, presidente do Grupo Gay de Alagoas, disse que, em nenhum momento, o movimento LGBT Nacional pautou a discussão sobre “ideologia de gênero”. “O que se discute é o respeito à identidade de gênero e o combate a homofobia no ambiente escolar”, afirmou.

Participaram da reunião também o secretário adjunto da educação, João Carlos Barbirato, os vereadores Chico Filho (PP), Guilherme Soares (PROS) e Silvana Barbosa (PPS).

*Com Ascom/Semed