O dividendo é a sua parte no lucro da empresa. Sempre que uma empresa tem lucros, ela reserva parte desse resultado para distribuir aos seus acionistas. No Brasil, as empresas são obrigadas a um pagamento mínimo de dividendos de 25% do lucro, conforme a Lei 6.404/76, mais conhecida como a lei das Sociedades por Ações ou Lei das S/A.

O retorno gerado com dividendos pode ser expresso pelo dividend yield de uma ação, que é o dividendo pago dividido pelo preço da ação. No Brasil, o dividend yield médio das empresas mais negociadas (aquelas que compõem a carteira do Ibovespa) tem aumentado nos últimos anos. Além dos dividendos, as empresas também pagam juros sobre capital próprio, que é uma outra forma de distribuir lucro aos acionistas das empresas. A diferença é que esse pagamento é tratado como despesa no resultado da empresa, enquanto o dividendo não.

O pagamento de dividendos e de juros sobre capital próprio representa uma fonte interessante de remuneração proporcionada pelo mercado de ações, e por isso muitos holders privilegiam as empresas que possuem altos dividendos. Para saber mais sobre a estratégia buy and hold clique aqui.

Há empresas brasileiras de excelente qualidade que pagam dividendos regularmente. Essas empresas são vistas, inclusive, como uma boa alternativa de investimento para resguardar o capital em momentos de crise, porque tendem a oscilar menos que as outras em momentos de queda da Bolsa.

Além disso, mesmo que por um lado o preço de suas ações perca valor durante as crises financeiras, por outro o pagamento de dividendos proporciona um fluxo de caixa para os acionistas.


Dividend yield

Dividend yield é o rendimento gerado ao proprietário de uma ação com o pagamento de dividendo. Neste caso, entende-se dividendo como a somatória dos pagamentos de dividendos e de juros sobre capital próprio. Quanto maior o dividend yield, maior está sendo o resultado da empresa ou melhor está sendo sua política de distribuição de lucros.

Mas atenção: como o dividend yield é o resultado de uma fração (dividendo pago dividido pelo preço da ação), é preciso cuidado na hora de avaliar esse indicador. Como o preço da ação está no denominador, o dividend yield pode parecer alto se o preço do papel for muito baixo. Isso pode estar refletindo algum tipo de problema com a empresa e não uma boa política de pagamento de dividendos.

 

Juros Sobre o Capital Próprio

As empresas, na distribuição de resultados aos seus acionistas, também podem optar por remunerá-los por meio do pagamento de juros sobre o capital próprio. Para o investidor, a diferença básica é que ao receber dividendos ele não é tributado, pois a empresa já pagou impostos quando da apuração de seu lucro líquido. Mas quando recebe o pagamento de juros sobre capital próprio, ele tem de pagar Imposto de Renda sobre o total recebido, normalmente já tributado na fonte.

Para a empresa, a grande vantagem do pagamento de juros (JSCP) ao acionista é justamente a questão fiscal. Isso porque esse pagamento pode ser contabilizado como despesa da empresa, antes do lucro. Com isso há diminuição da base tributável da empresa, um procedimento conhecido como elisão fiscal.

A decisão de distribuir resultados via pagamento de juros sobre capital próprio ao acionista compete à assembleia geral, ao conselho de administração da empresa ou à diretoria.

Salientamos que estes são apenas alguns indicadores quando da análise de uma empresa, existem muitos outros a serem levados em consideração. É interessante também para o investidor procurar um consultor financeiro, ele lhe dará orientações acerca dos seus investimentos lhe mostrando algumas opções.

Todavia, lembre-se que a decisão final sobre os seus investimentos deve ser sempre sua, afinal você tem que ser responsável pelas suas escolhas, pois os frutos bons ou ruins serão sempre seus.

Até a próxima.

 

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O texto reflete a opinião dos autores. O Minuto dinheiro e o Cada Minuto não se responsabilizam por lucros ou prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações.

Ademir Cruz, formado em Ciências Contábeis, leitor habitual da literatura financeira, irá demonstrar como pode ser interessante o mundo das finanças pela ótica da Bolsa de Valores.

Márcio Raimundo, investidor da bolsa desde 2009; leitor assíduo de fóruns e portais de economia e finanças, mostrará que investir na bolsa é mais simples do que se imagina.

Ricardo Rolim, formado em Administração de Empresas e um curioso em investimentos no mercado de ações e no Tesouro Direto, onde mantém aplicações.

Rodrigo D'Avila, formado em Administração de Empresas. Investe desde 2006 no mercado financeiro e pretende compartilhar nesse espaço os conhecimentos e experiências adquiridas ao longo de todos esses anos.