À imprensa de fora, a pauta do Brasil nas entrevistas de Dilma faz tempo que deixou de ser positiva.
Ora é a crise entre governo e congresso nacional, ora é a Lava Jato, ora é o ajuste fiscal, e também, agora, a corrupção nas organizações internacionais de futebol, que pode chegar à Copa de 2014 no Brasil.
Sexta-feira, dia 6, ela falou, aqui no Brasil, a três canais estrangeiros de televisão.
A TV France 24 (França), TV Deutsch Welle (Alemanha) e TV Le Soir Belgique (Bélgica).
Os assuntos, os de sempre.
Sobre a sua posição, caso as investigações da Lava Jato a levem até ela, disse Dilma:
“Eu não estou ligada (ao escândalo). Eu não respondo a esta questão porque eu não estou ligada. Eu sei que não estou nisso. É impossível. Eu lutarei até o fim para demonstrar que eu não estou ligada. Eu sei o que eu faço. E eu tenho uma história por trás de mim. Neste sentido, eu nunca tive uma única acusação contra mim por qualquer malfeito. Então, não é uma questão de ‘se’. Eu não estou ligada”.
E levou a questão a interesses eleitorais:
“Estão tentando envolver a minha campanha. Não existe nenhuma evidência que prove irregularidade na minha campanha. Não só em 2010, como também em 2014, todos os candidatos que concorreram comigo receberam dinheiro dessas empresas de forma legal”.
Minimizou o escândalo da Petrobras:
“É muito importante entender que a Petrobras tem mais de 30 mil empregados e tem cinco envolvidos. O escândalo da Petrobras não é escândalo da Petrobras é escândalo de um determinado funcionário que era diretor na Petrobras”.
Sobre a Fifa, a presidente Dilma defendeu a investigação, mas tirou o Brasil da jogada:
“O Brasil é o país com mais títulos de Copa do Mundo e o país que no ano passado fez a Copa das Copas. E não há qualquer motivo para fazer parte de qualquer processo de corrupção (na escolha da sede de 2014)”.
Nesta terça-feira, Dilma está em Bruxelas, onde participará da Cúpula União Europeia – Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que reunirá líderes de países europeus e das Américas.
Lá, também, quando a imprensa falar em Brasil, a temática será corrupção.
Infelizmente.
(Com agências de notícias)
