A pesquisa sobre a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Maceió desenvolvida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com Instituto Fecomércio/AL de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento (IFEPD), cai pela terceira vez consecutiva e registra o pior desempenho de 2015 e, também, dos últimos 12 meses.
Em maio o ICF alcançou 115,9 pontos, contra os 118,0 registrados em abril; uma queda de 1,8% na intenção de consumo. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, o recuo foi ainda maior: 15%. Os números demonstram que a tendência é de arrefecimento da intenção de compra do consumidor, resultando numa fraca dinâmica para o comércio alagoano.
Índice de Intenção de Compras das Famílias (ICF) - Maceió (pontos)
De acordo com o Instituto Fecomércio, o resultado sinaliza que os ajustes macroeconômicos provocados pelas autoridades monetárias têm provocado expectativas desfavoráveis, influenciando a decisão do consumidor na realização de compras. Outros fatores como a desaceleração do mercado de trabalho, os elevados juros nos parcelamentos e comprometimento da renda com pagamento de dívidas contraídas influenciam esse comportamento, bem como impactam nas variáveis que definem o indicador do consumo.
A pesquisa também apontou queda na satisfação com a renda atual, que saiu de 122,8 em abril para 201,6 em maio. Na avaliação do momento para compra de duráveis houve uma leve melhora, registrando 92,2 para maio (mês passado foi 91,7).
Quando questionados sobre o acesso a créditos ou empréstimos, 42% dos entrevistados disseram estar mais fácil, enquanto 28,4% afirmaram estar mais difícil e 18,2% acreditam que está semelhante ao ano passado.
Para conferir os dados desta pesquisa na íntegra, acesse o site do Instituto Fecomércio AL (www.fecomercio-al.com.br/ifepd/).