Os agentes penitenciários de Alagoas entram em greve, por tempo indeterminado, a partir desta segunda-feira (08). A categoria, que já havia feito uma paralisação de três dias, decidiu pela greve durante assembleia realizada na última quinta-feira (04). Com isso, apenas 30% dos trabalhos no sistema prisional devem ser mantidos.
De acordo com o diretor financeiro do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen-AL), Vitor Leite, o Governo do Estado não apresentou uma proposta que atendesse às demandas da categoria.
“Nós sentamos com o secretário de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio, Cristian Teixeira, mas não foi apresentada uma proposta efetiva, que garanta o que nós estamos pedindo”, diz.
Ainda de acordo com o diretor financeiro, o piso inicial dos agentes é de R$ 2.300, e a categoria espera um reajuste salarial de cerca de R$1.500, o que nivelaria o salário dos agentes com o dos demais servidores da área da segurança pública.
Com a greve dos agentes, apenas 30% dos serviços devem ser mantidos. Serviços considerados como não essenciais, como visitas, recebimento de feiras, cadastro de familiares, escoltas e atendimentos externos, não serão realizados pelos agentes penitenciários.
Entre as reivindicações dos agentes estão melhorias nas condições de trabalho, implantação de Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCs), que o estado promova uma reestruturação do sistema prisional, além da realização de concurso público para aumentar o efetivo de agentes.
Paralisação
No dia 22 de maio, os agentes penitenciários de Alagoas deflagraram uma paralisação de advertência por 72 horas, que teve como objetivo tentar negociar questões salariais e outras melhorias trabalhistas com o governo estadual.
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