O fim da reeleição para mandatos de chefes do Executivo foi a alteração que obteve maior consenso no plenário dentre as propostas apreciadas pela Câmara dos Deputados na primeira semana de votação reforma política. Com 452 parlamentares a favor, 19 contra e uma abstenção, o tema ainda deve ser discutido na Casa.
“A gente ainda vai avançar, teremos um segundo turno, mas com certeza vamos consolidando isso gradativamente”, destaca o deputado Cícero Almeida (PRTB-AL), defensor da proposta.
O deputado defende que 4 ou 5 anos seriam “satisfatórios” para mandato de governadores, prefeitos e presidente da República. Segundo a proposta, os eleitos em 2014 e 2016 que estiverem aptos a se reeleger pela regra atual terão esse direito preservado.
“É suficiente para que possa provar à sociedade e justificar para os eleitores que você é capaz. Depois, se pode postular qualquer outro cargo na política”, observa.
Cícero avalia que o projeto tem tramitação correta na Câmara e pode ainda sofrer mudanças nas próximas reuniões, mas terá impacto positivo dentro da reforma.
“Se é para haver coincidência das eleições, e não estarmos de dois em dois anos participando de um processo político, acho que cinco anos vai ser muito bem discutido aqui e será bem-vindo”, declara.
