Defensor do “distritão” na reforma política, modelo em que ocupam as vagas os candidatos com maior número de votos, o deputado Cícero Almeida (PRTB-AL) destaca que rejeição da proposta elimina possibilidade de se avaliar “exclusivamente” a vontade popular. O sistema foi rejeitado por 267 votos contra 210 e cinco abstenções.
“Era a hora de testarmos quem, realmente, tinha o voto popular. De se mostrar o financiador, o que não tem serviços prestados e quer entrar no poder a qualquer custo, queria saber se ele teria coragem de enfrentar o distritão. Votei com esta visão”, avalia.
O parlamentar acredita que o fato de o tema ter entrado em pauta já avança o debate da Casa. “A votação foi muito dividida, significa dizer que a sociedade está consciente e já começou a fazer a sua própria reforma política”, afirma.
Apesar da rejeição do modelo na primeira fase de votação da reforma política, Cícero relata que as expectativas para a análise das próximas propostas, previstas para a segunda semana de junho.
“Não saímos vencedores, mas, com certeza, até o final dessas votações o Brasil vai sair ganhando em muitas outras propostas”, ressalta.
