Vários movimentos sindicais aderiram ao Dia Nacional de Paralisação, nesta sexta-feira (29), e realizam manifestações em vários pontos da capital. Os atos públicos tem como objetivo protestar contra o projeto que visa regulamentar a terceirização no país, o ajuste fiscal e medidas provisórias que estão sendo debatidas pelo Congresso.

O dia já começou tumultuado para quem depende do transporte público, já que os rodoviários aderiram à paralisação e só voltaram a circular depois das 8 horas. Em vários pontos da cidade a população teve que recorrer a outros meios de transporte para chegar ao trabalho. Aos poucos, as linhas foram normalizadas, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sinttro).

Os petroleiros ligados ao Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros de Alagoas e Sergipe (Sindpetro AL/SE) se concentraram na porta da Braskem e impediram a entrada de funcionários. Alguns transportadores que aguardavam para descarregar produtos também estavam à porta da empresa aguardando o fim da manifestação para concluir o serviço.

Segundo Ronaldo de Souza, diretor do Sindpetro, a categoria também aproveita o dia temático para lançar um alerta sobre as consequências de regulamentar a terceirização. “Nossa bancada em Brasília foi contra os trabalhadores. O projeto da terceirização atinge também quem é efetivo, que pode virar terceirizado”, completou.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) iniciou suas atividades com um ato público por volta das 7 horas da manhã no cruzamento das avenidas João Davino e Comendador Gustavo Paiva, na Mangabeiras.

A presidenta da CUT-AL, Amélia Fernandes, explicou que, em nível nacional, será um dia de paralisação, em preparação para uma greve geral contra a retirada de direitos e contra a agenda conservadora do Congresso Nacional. Em Alagoas, entretanto, a data coincidiu com a realização do 11º Congresso Estadual da CUT, por isso a central optou por realizar o ato na manhã da sexta-feira.

“Somos contra quaisquer medidas de ajuste fiscal que tragam prejuízo aos trabalhadores, que possam gerar desemprego, recessão, ou que restrinjam o acesso a políticas públicas e programas de inclusão”, afirma Amélia. Segundo ela, os trabalhadores continuarão mobilizados contra a aprovação do PL da terceirização, agora no Senado, que retira direitos de todos os trabalhadores ao permitir a terceirização sem limites, em todas as funções de qualquer empresa e setor. E também contra a Medida Provisória (MP) 664, que muda as regras para a concessão do auxílio-doença e pensão por morte, e contra a MP 665, que dificulta o acesso ao abono salarial e ao seguro-desemprego.

O Sindicato dos Servidores do Judiciário (Sindjus) também marcou um ato na frente do prédio das Varas Trabalhistas, na Avenida da Paz, e também um ato com a participação de servidores no Calçadão do Comércio, no Centro, no período da tarde.

A Polícia Militar não registrou ocorrências em virtude das manifestações.