O governador Renan Filho (PMDB) pretende elaborar um relatório sobre os impactos da mancha escura no Rio São Francisco na região de Delmiro Gouveia para apresentar o resultado em uma audiência com o ministro da Casa Civil, Aloísio Mercadante, prevista para a próxima semana.

O governador visita a região, nesta quarta-feira (27), onde a mancha escura apareceu novamente, no último dia 11. Em uma entrevista a Rádio Delmiro, ele afirmou que é preciso apresentar “solução em curto prazo” para a circunstância que vem gerando diversos prejuízos e impactos ambientais para aquela região, entre eles o desabastecimento das cidades alagoanas.

Com o reaparecimento da mancha, o abastecimento no sertão ficou prejudicado nos municípios de Água Branca, Inhapi, Mata Grande e Canapi, Delmiro Gouveia, Pariconha. A visita tem o acompanhamento dos diretores técnicos da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), que alegam estar tomando todas as medidas para resolver a questão o quanto rápido, mas aguarda o posicionamento de estudiosos.  

“Não há afastamento do governo. Nós vamos enfrentar de frente os problemas do nosso estado”, colocou Renan ao pontuar os impactos gerados. O governador colocou a normalização do abastecimento das cidades como uma prioridade e disse que é necessário estudar formar para haja a capitação da água.

“A Casal vem mantendo um esforço muito grande para manter essas cidades abastecidas com carros pipa, gastando muito com isso, com um problema causado pela mancha e que precisa ser resolvido com urgência”, acrescentou.

A mancha

A conclusão inicial do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) aponta para culpa da Companhia Hidrelétrica do Rio São Francisco (Chesf) sobre o surgimento da mancha escura, que causou a paralisação no abastecimento.

 Segundo as análises feitas, a mancha foi resultado do acúmulo de algas da espécie Dinoflagelado que estavam alojadas no sedimento do reservatório lago Belvedere, do Complexo Apolônio Sales – Paulo Afonso 1, 2 e 3. Desde o mês de abril que a situação vem provocando transtornos para população da região do sertão alagoano.