Conversei essa semana com o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, que me disse ser “ortodoxo” o projeto econômico que o ministro Joaquim Levy tem para o Brasil.
Ele não acredita que a recuperação da economia nacional aconteça a curto ou mesmo em médio prazo, mas está convencido de que o legislativo pode implantar uma agenda positiva para o país e discutir saídas para a crise que o Brasil vive hoje.
Na verdade, as crises: a econômica, e a política.
Esse tem sido o seu foco no comando do Senado Federal, segundo ele, além de trabalhar para aproximar o parlamento da sociedade.
A propósito, em um relatório onde mostra sua gestão na Casa, referente a 2013/2014, o senador Renan Calheiros elege o fortalecimento do parlamento a partir da liberdade de expressão, como reflexo da democracia que o país exige.
“Do ponto de vista conceitual, sabem todos, a liberdade de manifestação do pensamento, além de ser direito natural do homem, é premissa elementar às demais liberdades – política, econômica, de associação e de credo religioso. Não por outra razão as nações livres não mexem nesse alicerce, mestre de todas as liberdades”, diz o senador.
“A pretensão de abolir o direito à liberdade de expressão, a qualquer pretexto, inclusive administrativo, é totalmente imprópria, até mesmo insana. Não pode e não deve haver. Que regula, gosta, rejeita ou critica é o consumidor da informação. Ele é quem faz isso. Somente ele”, enfatiza.
E diz mais:
“Para corrigir os erros da democracia, mais democracia; para corrigir os excessos da imprensa, mais liberdade de expressão”.
Com o título, “Contas abertas”, Renan descreve no relatório, onde cita Graciliano Ramos, o Mestre Graça, como inspirador, as adequações, modificações e inovações que fez no Senado da República para garantir “austeridade interna, transparência e funcionalidade” na Casa, além dos balanços de gastos financeiros.
Ainda no relatório, registros elogiosos dos senadores Cristovam Buarque, Ana Amélia e Pedro Taques ao trabalho administrativo e político de Renan Calheiros na presidência do legislativo.
