O governador de Alagoas, Renan Calheiros Filho, esteve, nesta terça-feira (26), nas dependências do Hospital Geral do Estado, onde viu de perto a má situação que instituição passa.
Segundo o chefe do Executivo, o desabastecimento de medicamentos é a principal reclamação dos servidores. Ele chegou a ouvir de um pai de um recém-nascido que não havia colírio na unidade.
Renan Filho credita o problema à gestão passada, uma vez que não foram realizados os pagamentos aos fornecedores. Além disso, foi realizada uma compra acima de R$ 100 mil, sem respeitar o processo legal.
Os fornecedores se recusam a entregar os remédios, já que estão sem receber o pagamento. Renan Filho garante que os valores serão creditados o mais breve possível. O governador esteve na Secretaria do Estado da Saúde, onde ordenou que os materiais cheguem ao HGE em 48h.
Coletiva - Na última sexta-feira (12), o presidente do Conselho Regional de Medicina, Fernando Pedrosa, sugeriu que fosse decretado o estado de calamidade pública no HGE. De acordo com ele, os profissionais estão trabalhando sem a mínima condição. O médico também denuncia a superlotação na instituição.
“Faltam luvas, esparadrapos, gase, anestésico, insulina enfim materiais essenciais e básicos para o funcionamento de uma unidade de saúde”, destacou Pedrosa.
Protesto - O último ato realizado por fornecedores contratados pela Secretaria Estadual de Saúde aconteceu na manhã de ontem (25). Eles atearam fogos em pneus em frente a Sesau, localizada na Avenida da Paz. O trânsito ficou bastante lento na região.
Eles cobram pagamentos que estão atrasados. A secretária de Saúde, Rozângela Wyszomirska, disse, em entrevista coletiva que a Pasta está com uma divida com cerca de R$ 30 milhões.
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