A região da Avenida Antônio Gomes de Barros, a popular Amélia Rosa, é conhecida por reunir alguns badalados bares e restaurantes da cidade. Mas além do agito, as constantes interdições de vias para realização de obras são o principal motivo de comentários do maceioense, principalmente nas redes sociais. Se para uns elas são vistas como melhorias estruturais, para outros o transtorno tem sido muito grande, e a paciência acabou.

O início do ano a avenida voltou a ser interditada para mais um etapa de construção da Bacia da Pajuçara, que vai aumentar a cobertura de esgotamento sanitário em Maceió com a conclusão das obras realizadas pela Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) e pelo Governo do Estado.

Uma abertura em aqui e outra ali, e os maiores incomodados são os moradores, que já batizaram a obra com o nome da tão conhecida operação contra a corrupção no país: a Lava Jato. O incomodo maior da população é sobre a indefinição do prazo de conclusão e os períodos em que o serviço é executado. Atualmente os serviços se deslocaram para as transversais, indo em direção à estação de elevação no bairro da Pajuçara.

Morada do Conjunto Castelo Branco há mais de 18 anos, a dona de casa Tânia Mota relata que desde o carnaval se iniciou essa etapa da obra que segue para Avenida Júlio Marques Luz. “Nós estamos convivendo com a poeira excessiva e também com a lama no período em que chove. Desde dezembro que interditaram aqui a Amélia Rosa agora passaram para essa rua e essa obra parece que nunca acaba. O incomodo tem sido grande”, colocou Tânia.

A nossa reportagem encontrou com a moradora em um ponto de ônibus, que não contem mais a calçada regular para o passeio das pessoas. Tânia disse que o maior desafio para os moradores do conjunto tem sido o espaço de lazer para as crianças e até mesmo de segurança com o tráfego irregular dos veículos.

“Para trazer meus filhos para pegar o ônibus tenho que andar pelo meio da rua por que não tem mais calçada. Os carros para desviarem do trânsito passam de qualquer jeito dentro do conjunto e ninguém mais consegue ficar na porta. Ainda temos o constante barulho das máquinas e forte odor das águas despesas desses canos”, afirmou a moradora.

Mesmo mostrando seu incomodo, Tânia revelou que os vizinhos brincam ao comentar que batizaram a obra de Operação Lava Jato. Questionada por que essa denominação ela respondeu: “porque não termina nunca e sempre tem algum problema novo e ela é reaberta”.

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