A reforma política será votada na próxima semana na Câmara dos Deputados, de forma fatiada, segundo o deputado Givaldo Carimbão, do PROS de Alagoas. O relatório deverá ser apreciado e votado na Comissão Especial de Reforma Política segunda-feira à noite e já entra na pauta do plenário na terça-feira, 26, à tarde.  A tendência é que seja aprovado o fim da reeleição para os mandatos de governador e prefeito e o modelo de voto distrital para as candidaturas proporcionais.

 

O deputado Carimbão informou que primeiro será votado o sistema eleitoral, depois o financiamento público ou privado de campanha, a coincidência de data para as eleições, a cláusula de desempenho, cota de mulheres para os mandatos legislativos, entre outras questões. O parlamentar está convencido de que na quinta-feira, 28, o projeto seguirá para apreciação e votação no Senado Federal.

 

Sobre a eleição de 2016, Carimbão é a favor de que o mandato seja estendido por mais dois anos para coincidir com a eleição geral que deverá acontecer em 2022. Com relação ao mandato de senador, o deputado acredita que o mais correto é, ao contrário de acrescer para dez anos, que se diminua para cinco anos, como deve ficar o tempo dos mandatos de legislativos e executivos, sem a reeleição.

 

“Vamos trabalhar de terça a quinta apenas na reforma política”, enfatizou o deputado. “Se a Comissão Especial não aprovar o relatório na segunda-feira, ele será apreciado e votado em plenário, mas não podemos mais adiar”, acrescentou o deputado, que continua na base aliada da presidente Dilma, embora queixoso de que o seu partido não esteja sendo contemplado no governo da petista. Por ora, ele aguarda sinalização do vice-presidente e articulador político, Michel Temer.

                Sem trato político – O deputado Carimbão espera de Temer um afago qualquer para o PROS. “É falso dizer que o Ministério da Educação está com o PROS, está com Cid Gomes, ele saiu, mas indicou o substituto”, reclama o parlamentar. “Dilma não tem trato político, é áspera, não tem o jogo de cintura, a habilidade de Lula”, comparou. “Ela foi ingrata com o senador Renan Calheiros. Tirou dele o Ministério do Turismo sem nem avisar”, comentou.

                “O PROS hoje não tem nada no governo federal. Mas estamos conversando com o vice-presidente Temer, ele tem habilidade política”, insistiu o deputado, negando que essa falta de proximidade de Dilma com o seu partido possa atrapalhar o apoio do PROS ao governo no Congresso. “De maneira alguma, continuamos votando com o governo, continuamos na base do governo”, assegurou. “O perfil de Dilma é ser gestora, não é fazer política”, destacou Carimbão.