Os alunos do Centro Educacional e Pesquisas Aplicadas (Cepa) pretendem engrossar o protesto contra a falta de transporte escolar, suspenso há mais de uma semana após os motoristas apontarem o não recebimento da verba de custeio do serviço. Desta vez, a manifestação ficou concentrada dentro do Cepa, onde também está instalada a Secretaria Estadual de Educação (SEE), e encerrou às 08h.

A proposta, segundo os alunos, é fazer com que o governo regularize a situação para que os ônibus voltem a circular, garantindo assim o transporte. Algumas salas de aula no Cepa estão vazias, pois  muitos estudantes não têm condições de arcar com o valor da passagem no ônibus coletivo.

Os prestadores de serviço alegam estar sem receber o valor acordado na contratação, o que impede a manutenção dos veículos e também o custo do combustível. A suspensão total do transporte ocorreu na última segunda-feira (05) e governo do Estado ainda não lançou uma previsão exata para o pagamento.

Os motoristas afirmam que estão há cinco meses sem receber  o pagamento. Integrantes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteal) também estiveram presentes apoiando a manifestação dos estudantes.

Na semana passada, o secretário de Educação, o vice-governador Luciano Barbosa, informou que os pagamentos não foram realizados por atrasos nos trâmites burocráticos e que não se tratava de falta de dinheiro para custear o serviço.

 “Infelizmente, houve um atraso no contrato vigente. Não é a falta de recursos, recursos nós temos, mas sim por conta de toda burocracia que esses processos requerem. Com o atraso na votação do orçamento na Assembleia Legislativa, apenas na semana passada, a peça orçamentária que permite a elaboração do processo e a liberação dos devidos pagamentos, foi liberada”, esclareceu o secretário à época. 

Segundo Consuelo Correia, presidente do Sinetal, a burocracia, de fato, emperra, mas que não justifica o atraso de tanto tempo. Ela afirmou que é preciso planejamento pra que a "Revolução na Educação", anunciada pelo governo, aconteça.