Desde as últimas chuvas do inverno passado, que ocorreram em setembro que o agreste não ver uma chuvada que molhe a terra. A trovoada de janeiro que é famosa por sustentar o jargão: “tarda mas não falta”, esse ano faltou.

 Em Arapiraca ocorreu apenas um temporal que causou algum estrago, porém não deixou o inverno, como dizem os agricultores locais.

A estiagem prolongada preocupa, pois baixa o nível de água das cacimbas, os riachos também sofrem baixa nos seus níveis de água, principalmente aqueles que tem barragem para irrigação, o pasto seca, o capim forrageiro, que servia de paliativo no trato do gado termina por secar.

 Algumas lavouras como a mandioca fica debilitada, muitos canaviais não tem uma boa saída, pois sem chuva esfraquece a soca, o inhame que geralmente é plantado nos meses de janeiro e fevereiro fica comprometido, pois a semente que  o pequeno agricultor guardava está ficando esvaída devido a tanta brotação, enfim a falta de chuva acarreta muitos problemas.

 Por exemplo: aqui em casa, disse o agricultor Cicero José em Junqueiro, pés de banana maçã não estão suportando a seca e estão quebrando ao meio por não ter água o bastante para tornar-se forte.

 Quanto ao cuidados com a criação, se no sertão já faz parte da cultura na lida com o gado de usar a palma forrageira, aqui no agreste, usa-se mais o capim napiê, o capim elefante, a maniva da mandioca e outras gramíneas que possam ser trituradas na máquina forrageira e servir de alimento para o gado.

Explica ele, meu pai está recorrendo de palma forrageira para alimenta uma vaca que tem no curral. 

Em outros anos por esse tempo já havia muito pasto, o campim de ração estava viçoso e a dificuldade era mínima. Com a estiagem e o baixo nível de água da cacimba, houve a obrigação de abandonar a irrigação e a roça de pimenta malagueta deixou de produzir, ao ponto de alguns pés de pimenta secarem

Resta agora arrancar, preparar a terra e tornar a plantar quando a chuva aparecer.

O agricultor Cícero diz: nos resta apenas pedir a Deus que nos mande a “Divina Misericórdia” como diz minha mãe, para falar da chuva.

Pois só ela salvará a lavoura e o gado.

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