O vereador Marcelo Gouveia (PRB) protocolou na Câmara Municipal um requerimento, subscrito por 12 vereadores, solicitando que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), seja convidado a participar de uma sessão especial na Câmara de Maceió para discutir a Reforma Política.
O documento foi protocolado na sessão de ontem, 15, quando o vereador usou a tribuna da Casa para relatar o que classificou de “momentos de barbárie”: as manifestações ocorridas na sexta-feira passada, 10, na Assembleia Legislativa da Paraíba durante a Audiência Pública para discutir a reforma política.
Gouveia contou que estava na sessão representando a Câmara Municipal de Maceió (CMM), quando presenciou a invasão do plenário pelos manifestantes. Segundo ele, o grupo destruiu vidraças do prédio da Assembleia, agrediu seguranças com bandeiras e atacou verbalmente os deputados, até que a sessão fosse suspensa.
Para ele, o protesto foi ‘uma ação violenta sem nenhuma reivindicação’, que tomou maiores proporções devido à presença de Eduardo Cunha na audiência que faz parte do projeto "Câmara Itinerante".
“Não tivemos a oportunidade de discutir a Reforma Política, tirar as dúvidas e fazer algumas perguntas que colegas desta Casa me pediram para fazer. Os nossos planos foram frustrados”, lamentou, destacando a importância de discutir o tema antes das próximas eleições, onde serão eleitos prefeitos e vereadores.
Protesto
Manifestantes ligados a movimentos sociais e sindicalistas realizaram um apitaço e gritaram palavras de ordem na tentativa de interromper a audiência pública realizada no dia 10 de abril na Assembleia da Paraíba. Houve tumulto entre manifestantes e seguranças, a entrada do plenário chegou a ser interditada e uma porta de vidro foi quebrada.
O grupo protestava basicamente contra o PL que regulamenta a terceirização e contra a presença de Eduardo Cunha na Casa legislativa. Evangélico, o presidente da Câmara dos Deputados foi hostilizado devido a alguns de seus posicionamentos, a exemplo do contrário a criminalização da homofobia. Ele também foi alvo de protestos durante as sessões itinerantes no Rio Grande do Sul e em São Paulo.
