Diante da iminência da lista dos envolvidos no Petrolão chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, o clima – entre muitos políticos – é de completa tensão. Alguns abordam jornalistas pelos corredores em busca de novidades para saber se “nomes” vazaram na listagem que deve ser entregue pela Procuradoria Geral da República com os que devem ser investigados por envolvimento na Operação Lava Jato.
Rodrigo Janot – o procurador-geral da República – deve solicitar investigações por meio de inquéritos. A Folha de São Paulo já especulou que entre os pedidos de abertura de inquérito, um será contra o senador alagoano Fernando Collor de Mello (PTB). Ele – por sua vez – nega qualquer envolvimento com o pivô das denúncias: o doleiro Alberto Youssef.
Foi defendido, inclusive pelo PTB. A Distribuidora Petrobras também soltou nota a imprensa negando a existência dos contratos nos quais Collor teria recebido propina.
Porém, além de Collor, a imprensa nacional começou a especular – no dia de hoje, 03 – a presença de outros dois nomes na lista que podem atingir o PMDB: o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros e o presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha. Caso se confirme afeta em cheio o andamento das investigações do Petrolão no Congresso Nacional, por conta da influência e o comprometimento dos muitos supostos envolvidos, incluindo – caso se confirme, repito! – dos presidentes.
Tudo ainda é só especulação. Não se confirma, também não se nega. O blogueiro e jornalista Josias de Souza – do UOL – comentou, em sua página, que a cúpula do PMDB já se encontra “em polvorosa” diante das informações que circulam sobre a lista que será enviada ao STF. A preocupação é se vai haver ou não inquéritos contra Renan Calheiros e Eduardo Cunha.
A cúpula partidária – ainda segundo Souza – já discute a hipótese de forma séria e traçando estratégias para lidar com o assunto caso ocorra. Renan Calheiros negou envolvimento com o doleiro Alberto Youssef. Por sinal, o próprio doleiro disse que tentou contato com Calheiros, mas acabou não conseguindo.
Eduardo Cunha foi abordado sobre o assunto durante sua campanha à presidência da Câmara. Também negou envolvimento com irregularidades. Como ressalta Josias de Souza, há questão é: e se a dupla fizer parte da sangria que pode virar uma hemorragia interna no Congresso Nacional?
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