Na gestão do presidente Eduardo Cunha (PMDB), a Câmara dos Deputados tem concedido reajustes e novas regalias aos parlamentares. Após o anúncio de pagamento de passagens para as esposas dos deputados, agora um reajuste vai elevar para R$ 2 milhões o gasto anual para cada representante.

Após a nova medida, o gasto mensal de cada deputado passa de R$ 145 mil por mês e R$ 1,77 milhão por ano, para R$ 170 mil mensais e quase R$ 2 milhões ao ano. Neste cenário, o gasto com os 513 parlamentares, que em 2014 girava em torno de R$ 908 milhões, chega a casa de R$ 1,06 bilhão, com um aumento anual de R$ 157 milhões.

Os valores variam de acordo com o Estado de origem do congressista, a utilização integral ou não da verba para custear o mandato e do uso do auxílio-moradia.

Os dados são de levantamento do Congresso em Foco.  Uma estimativa que considera os novos valores dos 13 salários anuais, da verba de gabinete, do cotão, do auxílio-moradia e de uma ajuda de custo equivalente a dois salários extras – um no começo e outro no final da legislatura. Com o pagamento da primeira parcela dessa ajuda de custo, cada parlamentar receberá em fevereiro R$ 67,4 mil apenas em vencimentos.

Com exceção do salário de R$ 33,7 mil, em vigor desde o início do mês, os valores reajustados dos demais benefícios – verba de gabinete, cotão e auxílio-moradia – passarão a valer em abril. Segundo a direção da Câmara, apenas os reajustes desses três benefícios vão ter impacto de R$ 112,7 milhões nos cofres da Casa no restante de 2015. Essa diferença deve passar dos R$ 150 milhões a partir do ano que vem.

Ainda sem valor exato do repasse, a bancada alagoana está enquadrada neste reajuste. Fazem parte da bancada federal em Brasília, os parlamentares João Henrique Caldas (Solidariedade), Marx Beltrão (PMDB), Pedro Vilela (PSDB), Arthur Lira (PP), Ronaldo Lesa (PDT), Givaldo Carimbão (PROS), Maurício Quintella (PR), Cícero Almeira (PRTB) e Paulo (PT).

*Com informações Congreso Em Foco