Prefeitos de municípios alagoanos afetados pela seca estiveram reunidos nesta segunda-feira (23) na sede da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) para definir ações emergenciais a serem desempenhadas com os R$ 1,5 milhão de verba emergencial do Fundo Estadual de Combate à Fome e Erradicação da Pobreza (Fecoep). A principal ação a ser executada será a operação Carro-Pipa nos municípios afetados.

De acordo com o coordenador do Comitê de Combate à Seca em Alagoas, o prefeito de Belo Monte, Avânio Feitosa, o apoio emergencial abre discussões sobre a forma de como os recursos serão aplicados nos municípios.

“Cada município tem a sua necessidade. Temos informações de 166 carros-pipa do exército, mais 200 do governo, mas também temos que discutir outras questões como aquisição de bombas e outros detalhes que esta reunião vai detalhar”, afirmou.

Na semana passada, o governador Renan Filho anunciou a verba de R$ 1,5 mi de forma emergencial para os 36 municípios que foram reconhecidos em situação de emergência por conta da estiagem. O presidente da AMA, prefeito de Jequiá da Praia, Marcelo Beltrão, disse que a verba é apenas um auxílio enquanto outros R$ 10 milhões do governo federal não são liberados. O montante tramita em Brasília e deve demorar pelo menos 30 dias para ser aprovado.

Outro problema abordado na reunião foi o destino das águas utilizadas para irrigação e distribuição nas cidades. “Vários afluentes passam por propriedades e com isso, a água esperada não chega na quantidade devida, uma vez que em vários casos acaba sendo desviada”, apontou o presidente da União dos Vereadores do Estado de Alagoas (Uveal) e vereador por Cacimbinhas, Hugo Wanderley.

O prefeito de Pão de Açúcar, Jorge Dantas, criticou a distribuição de água para o município. “Muitos moradores da região estão tendo de sobreviver com água salgada. Isso é inadmissível. A distribuição de água potável é pouca. Eu não admito que cada residência possa sobreviver com 20 litros de águas por um espaço grande de tempo. Esta verba do Estado é emergencial, ajudará no socorro a essas pessoas, mas ainda vamos pressionar pela celeridade na chegada dos recursos federais”, criticou.