(Atualizada às 18h55)

O pagamento dos salários de janeiro dos servidores da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) será efetuado amanhã (05). Esse foi o único ponto definido após a reunião que se iniciou na manhã desta quarta-feira (04), entre a Mesa Diretora e representantes dos servidores ativos e inativos da Casa. Após mais de 8h de negociação, as partes não chegaram a um consendo e a greve continua. 

De acordo com a assessoria de Comunicação da ALE, não houve acordo em relação a outros pontos, como o pagamento dos salários atrasados de dezembro aos efetivos e aposentados, que só receberam metade do décimo-terceiro.

O pagamento de 1/3 de férias e a implantação, no salário de janeiro, de 15% referentes à data-base dos funcionários também entraram na pauta de negociação. Eduardo Fernandes, presidente da Associação dos Servidores da ALE (Assala), disse que a categoria quer que os atrasados sejam pagos até o próximo dia 10.

“Eles ficaram de fazer os cálculos para nos apresentar uma contraproposta”, disse Fernandes, explicando que a folha de pagamento dos efetivos (onde se incluem ativos, inativos, militares, pensionistas, parlamentares e ex-deputados) é R$ 5,5 milhões. Já a dos comissionados gira em torno de R$ 6,3 milhões.

Uma nova reunião ficou marcada para o dia 24 pela manhã. Durante o encontro a Mesa Diretora apresentará uma nova proposta à categoria. 

Imbróglio jurídico?

“Há outro impasse que está sendo discutido: É legal ou não o ato do ex-presidente Antonio Albuquerque anulando a decisão anterior da Mesa Diretora que exonerou os cargos comissionados?”, explicou o sindicalista, acrescentando que o procurador da Casa, Marcos Guedes, deve emitir um parecer sobre o assunto.

Em entrevista ao CadaMinuto nesta manhã, Luciano Vieira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo, disse que, com o duodécimo de R$ 15 milhões que a Casa irá receber é possível quitar todos os débitos que estão sendo cobrados em relação ao quadro efetivo.

Além do presidente Luiz Dantas (PMDB), participam da reunião os deputados Ronaldo Medeiros (PT), Ricardo Nezinho (PMDB), Isnaldo Bulhões (PDT), Edval Gaia (PSDB), Marcos Barbosa (PPS) e o procurador geral da Casa, Marcos Guerra.