Familiares e amigos de Gustavo de Melo, morto no dia 18 de janeiro, estão organizando uma passeata para a próxima terça-feira (03) no município de Olho D’Água das Flores. O jovem, de 30 anos, foi morto com um tiro na cabeça em um bar na cidade.
O crime que envolveu dois colegas repercutiu todo agreste e sertão com a curiosa contestação do acusado, Rude Rodrigues, médico veterinário, que se apresentou a delegacia uma semana após o crime alegando ter sido um disparo acidental de sua arma.
Conforme relatos de testemunhas a família da vítima, os dois bebiam em uma mesa de bar com outros colegas por volta das 4h45 da madrugada em conversas tranquilas entre amigos, quando Rude se dirigiu ao seu carro dando algumas voltas e logo após chamando Gustavo e deflagrando um tiro que o atingiu a cabeça. Rude no mesmo momento desceu do carro dizendo aos outros colegas que tinha atirado no rapaz e fugindo logo após.
Gustavo chegou em estado grave à Unidade de Emergência de Arapiraca,onde tiro que entrou abaixo do olho esquerdo fragmentou o lóbulo temporal e parte de trás da cabeça. Ela vinha reagindo bem aos tratamentos na UTI, mas contraiu uma infecção generalizada ocasionando uma pneumonia que o levou a óbito na madrugada da última quarta-feira (28).
De acordo com o delegado Gilson Melo, titular da delegacia de Olho D’Água das Flores, os trêsamigos que estavam com a vítima foram ouvidas e até o momento nenhum indício aponta para tentativa de homicídio, que o fez descartar a hipótese.
Mesmo assim, conforme informado a imprensa, eles iriam apurar se haviam câmeras de segurança no local, onde a família da vítima informa que nada foi solicitado até o exato momento. Familiares e amigos compartilham nas redes sociais um movimento chamado “Gustavo: Não foi acidente” onde compartilham a indignação da fraca investigação no caso.
A família realizará um protesto em memória a Gustavo Melo pedindo justiça, onde iniciará do Banco do Brasil da cidade até a igreja onde será realizada a missa de sétimo dia. Eles cobrarão uma investigação isenta e um processo justo as autoridades do município, pois acreditam na lentidão e na pouca investigação, pelo acusado ser familiar de um político influente na redondeza.