O senador alagoano Renan Calheiros (PMDB) chegou à disputa pela presidência do Senado Federal como amplo favorito, mas o que se viu foi uma eleição apertada na disputa contra o correligionário Luiz Henrique (de Santa Catarina).

Calheiros teve 49 votos contra os 31. Isto mostra que o senador Renan Calheiros acertou na estratégia de levar uma candidatura silenciosa e longe dos holofotes para não “sangrar” na imprensa diante de velhas denúncias que poderiam ser “requentadas” pelos jornais.

Além destas, Calheiros ainda lidou com um pedido de cassação feito pelo Ministério Público Federal (MPF). O peemedebista de Alagoas ainda se viu obrigado a antecipar o lançamento da candidatura com o apoio da maioria da bancada do PMDB no dia de ontem, 31, em função dos movimentos de bastidores e da candidatura avulsa de Luiz Henrique.

De acordo com informações de bastidores, Renan Calheiros ainda teve que pedir ajuda ao Executivo para se eleger presidente. Luiz Henrique acredita que teria mais votos. O peemedebista de Santa Catarina – inclusive – apostava na vitória podendo chegar a 45 votos. Para o catarinense, houve traições.

Renan Calheiros chega à presidência pela quarta vez.  Segundo informações da Agência Senado, Calheiros e Luiz Henrique levaram às negociações até o último minuto antes do processo. Por conta dos bastidores e das indefinições – por exemplo – a posse dos 27 senadores eleitos em outubro, que antecedeu a eleição, atrasou em cerca de uma hora.

Ao defender sua candidatura no plenário, Luiz Henrique fez várias críticas à candidatura de Calheiros, ainda que sem citá-lo nominalmente. Para o candidato Luiz Henrique a instituição está abalada. Segundo ele, o povo convocou o novo Congresso para que sejam feitas mudanças e alertou: “Ou fazemos mudanças ou seremos mudados”.

Luiz Henrique disse que a missão do próximo presidente da Casa deve ser liderar um grande entendimento com todas as lideranças políticas do Senado, da Câmara, do Executivo e do Judiciário.

Para isso, afirmou, o presidente do Senado deve ser o grande articulador do Legislativo, atuando com transparência, dignidade, respeito às minorias e também com a independência e harmonia em relação aos demais Poderes da República. Luiz Henrique falou que está preparado para a tarefa e que pretende agir com sensatez e bom senso acumulados ao longo de 12 mandatos federais. Ouça a íntegra de seu discurso.

Renan Calheiros falou posteriormente ao adversário. Ele fez uma análise de sua própria gestão. Destacou economias feitas pelo Senado Federal e a forma positiva – na visão de Calheiros – como a Casa respondeu às manifestações de 2013. Ele fez um breve relato das providências que tomou no cargo para a modernização da Casa, destacando em especial a extinção de estruturas obsoletas e a economia e corte de gastos. Renan Calheiros garantiu que, caso seja eleito, vai atuar com total independência, autonomia e honradez. - com informações da Agência Senado.