No final do ano, o governo anunciou um pacote com medidas duras que afetam diretamente a vida de trabalhadores e a concessão de pensões. As mudanças incluem mais rigor para conceder seguro-desemprego, abono salarial, auxílio-doença e pensão. Medidas na área trabalhista eram esperadas, mas não com a abrangência que as Medidas Provisórias editadas pela presidente Dilma Rousseff.
Além de mudanças em direitos trabalhistas, houve mudanças também sobre a concessão de pensões previdenciárias, gerandoconsiderável insegurança futura para milhares de pessoas e deve mudar a forma como os brasileiros – trabalhadores e patrões – encaram a carreira. Em Alagoas os problemas ganham contornos de crise, visto que os trabalhadores não têm muitas opções de emprego e a maioria acaba se rendendo à temporariedade dos contratos com empreiteiras e à sazonalidade das safras de cana-de-açúcar e do comércio local.
Segundo o governo federal, as medidas são racionais do ponto de vista de gestão financeira e permitirão economia da ordem de R$ 18 bilhões por ano, mas pegam muita gente de surpresa porque a presidente Dilma ganhou a eleição justamente dizendo que manteria os programas sociais e que seus adversários é que fariam cortes. Daí porque muitos aliados de campanha já se mostram insatisfeitos com os rumos que a segunda gestão de Dilma assume logo no inicio do mandato.
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