O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo, Luciano Vieira, disse desconhecer a suposta apropriação ilegal, por parte da Mesa Diretora da ALE, de R$ 77 milhões referentes ao repasse do Imposto de Renda descontado dos servidores para o Tesouro Estadual. A denúncia é alvo de uma nova ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual (MPE/AL).
“O Sindicato não sabia nada em relação a essa situação. O que sabemos é que o imposto sempre foi descontado dos servidores, que todo ano declaram a renda. Até o momento nenhum trabalhador reclamou de ter caído na malha fina por conta do que foi denunciado”, afirmou Vieira.
Questionado sobre o pedido que seria feito por um grupo de parlamentares para que o governador Renan Filho (PMDB) adiasse o repasse do duodécimo de janeiro para o próximo mês, após a eleição da nova Mesa Diretora, o sindicalista disse que só soube da notícia por meio da imprensa.
“Não fomos procurados para discutir esse assunto, mas, não temos poder para esse tipo de decisão. Só quem pode decidir isso hoje é o presidente da Casa, deputado Antonio Albuquerque, a Mesa Diretora e o governo. Fora eles, eu não sei quem mais pode mandar”, destacou.
O sindicalista frisou que, independente do que seja decidido, o Sindicato seguirá brigando para que os servidores efetivos recebam o salário de dezembro e 1/3 de férias, que seja pago o mês natalino e a metade do décimo-terceiro para aposentados e pensionistas.
A briga promete ganhar mais um capítulo na próxima quinta-feira (22), quando a categoria se reúne às 10h na porta da sede do legislativo para uma assembleia que poderá decidir por uma greve geral. “Tudo pode acontecer diante dos fatos como estão. Hoje, todos os setores, exceto o plenário, estão funcionando normalmente, mas podemos fechar a Casa por completo”, adiantou.
Data-base
Em relação aos salários de janeiro, a nova Mesa Diretora terá que lidar com mais um detalhe: a data-base dos servidores, que deverão ter os salários reajustados em 15%. “Recebemos os outros 15% no ano passado, em três parcelas de 5% e acordamos que os outros 15% a que temos direito seria pago agora, em janeiro de 2015. A data base é lei e lei não se discute, cumpre-se, mas no caso da Assembleia, se discute e não se cumpre”.
