O senador Fernando Collor usou a sua página pessoal no Facebook para rebater informações publicadas no Jornal Folha de S. Paulo, nessa quarta-feira (14). Segundo a publicação, o ex-presidente da República deverá ser denunciado pelo recebimento de valores do doleiro Alberto Youssef, um dos presos na Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal.

"Lamento constatar o senhor Franco ocupar a página de opinião desse Jornal, para rabiscar adjetivos que tentam atingir minha conduta de homem público. Ao requentar a ladainha do passado, ele vai adejando distante da verdade e omitindo para os leitores da Folha fatos essenciais: o turbilhão denuncista, que levou à minha cassação política, foi demolido em dois julgamentos realizados pelo STF. Ambos me inocentaram. Não contente, o senhor Franco avança e também tenta me vincular à “Lava Jato” e ao doleiro”, postou Collor.

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O senador garantiu que jamais manteve contato com Youssef. “O desfecho das investigações haverá também de sepultar essa obsessiva associação feita por certos segmentos da imprensa. E aqui reafirmo: jamais mantive qualquer relação pessoal, política ou empresarial com esse doleiro, razão pela qual destaco afirmações já feitas pelo juiz Sérgio Moro e pelo próprio ministro Teori Zavascki, segundo as quais não sou investigado pela dita Operação. Eis o motivo que me levou, já em março do ano passado, a discursar na tribuna do Senado e clamar pela verdade. É em nome dela que reivindico à Folha este registro", escreveu o senador no Facebook. 

De acordo com a matéria da Folha, já haveria elementos suficientes para que o senador seja denunciado. Ainda segundo a publicação, agentes da PF encontraram, em 2004, no escritório do doleiro, comprovantes de depósitos bancários, no valor de R$ 50 mil, para Collor. As transações bancárias foram feitas em maio de 2013.