Semelhante ao principal adversário na disputa pela presidência da Câmara de Deputados, o parlamentar Arlindo Chinaglia (PT/SP) se reuniu – na tarde de hoje, dia 15 – com o governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB) e com os integrantes da bancada federal.

No dia de ontem, Eduardo Cunha (PMDB) – que também disputa a principal cadeira da Câmara – fez a mesma agenda em Alagoas, também em busca dos votos dos parlamentares alagoanos. Chinaglia – da bancada de Alagoas – já conta com os votos de Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT) e Givaldo Carimbão (PROS).

Paulão afirmou que ainda há possibilidade de conquistar mais votos em Alagoas. Há diálogos com Maurício Quintella Lessa (PR), Cícero Almeida (PRTB), e até João Henrique Caldas, o JHC (Solidariedade). Apesar das legendas do PR e do Solidariedade já terem fechado compromisso com Cunha, o deputado federal petista acredita ser possível a conquista de votos.

O deputado Paulão acredita que a disputa será levada a um segundo turno. Apesar dos principais candidatos serem do PMDB e do PT, o parlamentar afirma que é uma disputa dentro da Câmara de Deputados e sem interferência do Executivo. “Não há crise”, resumiu Paulão.

O governador Renan Filho aproveitou o encontro com Chinaglia para pedir a ele – caso vença as eleições internas da Câmara – que coloque em pauta o projeto de lei que altera as regras de cobrança do ICMS sobre produtos comercializados pela internet. De acordo com o peemedebista, uma matéria que ajudaria a aumentar a arrecadação nos estados do Nordeste.

Chinaglia ressaltou a importância das visitas aos Estados e aos parlamentares porque a Câmara de Deputados precisa assumir uma pauta que leve em consideração os projetos prioritários para o país. Arlindo Chinaglia – em declarações à imprensa – evitou se colocar como uma candidatura palaciana, lembrando que o interesse maior “é o Brasil”.

O deputado federal Arlindo Chinaglia esteve no Palácio República dos Palmares acompanhado dos deputados federais Paulão (PT), Marx Beltrão (PMDB), Maurício Quintella (PR), Givaldo Carimbão (PSB) e Cícero Almeida (PRTB). São os mesmos nomes – com exceção de Carimbão - que estiveram no encontro com Cunha. No caso da reunião com o deputado peemedebista, ainda esteve presente o ex-governador e deputado federal eleito Ronaldo Lessa (PDT).

Arlindo Chinaglia ainda destacou a necessidade da Câmara de Deputados adotar – na legislatura vindoura – uma agenda positiva. Em Alagoas, o petista buscou fugir de polêmicas. Não comentou o fato de Cunha ter se referido à candidatura petista como “um puxadinho do Palácio” e frisou o tempo todo que o importante era traçar propostas para o país. 

De acordo com bastidores, Chinaglia não queria conceder entrevista, mas acabou sendo convencido pelos colegas parlamentares. O argumento era a agenda apertada em função do horário do voo de Arlindo Chinaglia.

Em relação à campanha, Chinaglia ainda destacou: “nós estamos trabalhando o Nordeste e estamos cada vez mais animados”.  “O papel do presidente da Câmara é institucional e trabalha como condutor de processo e o dever da imparcialidade. A presidência da Câmara tem que ter a capacidade de construir acordos e a oposição é parte deste processo democrático. Em primeiro lugar, temos que pensar o país, nas dificuldades mundiais, nas que atinge o país. Temos que pensar o desenvolvimento do país. A Câmara tem que ter este foco, com uma pauta para não viver apenas de atender a demandas”, salientou.

O petista frisou ainda que o presidente não pode agir como dono da Câmara. “A pauta não pode ser a que o presidente quer. Vamos constituir uma comissão permanente para discutir o desenvolvimento regional”.

Sobre o papel da oposição, Chinaglia colocou: “a divergência é natural. Agora, cada um que responda pelo que pensa e pelos seus atos perante a sociedade”.