Se antes das provas o sentimento dos candidatos que pretendiam participar do concurso da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) era de expectativa, na tarde deste domingo (11), o sentimento passou a ser de frustração para dezenas de concurseiros que faziam a prova na Escola Estadual Professora Margarez Maria Santos Lacet, no bairro do Tabuleiro do Martins. Por problemas no caderno de questões e o cartão de respostas, foi gerado tumulto e as pessoas que faziam a prova foram dispensadas pela organização do concurso.

Segundo os candidatos, o número da prova não condizia com o de caderno de questões: provas do tipo 1 apresentavam o cartão do tipo 2. “Fomos orientados pelos fiscais a continuar fazendo a prova. Mas como? Se o cartão estava errado, não tínhamos como fazer porque as respostas seriam diferentes. É um absurdo isso acontecer”, relatou José Amorim, que participava das provas na sala 10 da Escola.

Ainda de acordo com José, além dos problemas no caderno, outros candidatos questionavam a postura dos fiscais ao perceber o erro. “Quando o erro foi percebido, eles iriam levar as provas para outra sala. O certo é que o coordenador se dirigisse até nossa sala para explicar a situação. Foi tudo errado”, relatou.

Indignado, um dos candidatos disse ao CadaMinuto que um dos representantes da Copeve chegou a lhe atribuir culpa, já que o problema seria resolvido com a impressão de novos cartões. “Seria resolvido de que horas? A prova já estava muito atrasada, alguns candidatos já tinham saído da sala e outros não estavam entendendo o que acontecia. A Copeve errou e está em descrédito”, relatou.

A prova da candidata Jéssica Pinheiro não apresentava problemas, mas segundo ela, muitos foram prejudicados com atrasos. “Dez minutos depois do horário para início, não tínhamos recebido a prova. Ficamos sem entender nada até que o fiscal disse que tinham ocorrido alguns problemas, mas que o tempo seria compensado”, informou a candidata.

Muitos alunos questionaram ainda o desencontro de informações entre os fiscais e a Copeve. “Um fiscal chegava até a sala e entregava a prova, depois outro vinha e dizia para recolher. Ninguém sabia como agir”, relatou.

Ao serem impedidos de sair das salas com as provas e o caderno de questões, gerou tumulto e a Polícia Militar foi acionada.

Diversos candidatos estão se dirigindo para a Central de Flagrantes para fazer um Boletim de Ocorrência. A Copeve ainda não se pronunciou sobre o assunto.