(Atualizada às 18h)
O governador Renan Filho (PMDB) voltou a destacar a necessidade de um ajuste fiscal durante coletiva à imprensa nesta sexta-feira (09), antes da primeira reunião com todo o secretariado, que aconteceu a portas fechadas e sem a "presença" de celulares, que ficaram guardados na entrada do Salão de Despachos. "Dessa reunião sairão medidas importantes que depois serão anunciadas. Serão medidas necessárias para ajustar o Estado, mas não sei dizer se serão populares ou impopulares", adiantou.
O chefe do Poder Executivo informou ainda que, a partir desta noite os servidores da segunda faixa já começam a receber. “Nós reservamos todos os recursos que entraram do dia 1º até hoje para pagar a folha. Salário de servidor é uma questão sagrada. Independente de ele ter sido deixado do governo passado para esse, nós priorizamos o pagamento e ele saiu hoje”, afirmou, alfinetando seu antecessor, Teotonio Vilela Filho (PSDB).
Em relação ao um déficit estrutural de R$ 700 milhões e a dívida financeira de R$ 300 milhões – números já divulgados pelo secretário da Fazenda -, Renan Filho foi taxativo: “Com esse déficit não tem como o Estado sobreviver. Nosso governo será austero para que Alagoas equilibre suas contas e possa investir em políticas públicas que ajudem a sociedade". Ele frisou ainda que "há muito espaço para arrecadar mais, cobrando sem proteger ninguém", em outra possível alfinetada endereçada ao ex-governador.
Questionado sobre uma possível demora na nomeação dos cargos comissionados, o governador disse que austeridade significa também reduzir o tamanho do Estado: “Isso será um dos pontos tocados aqui nesta reunião. Vamos preencher os cargos na velocidade necessária para articular a capacidade técnica e a necessidade que o Estado tem de pessoas”. Como já havia anunciado no dia 1º de janeiro, durante sua solenidade de posse, Renan Filho voltou a dizer que o corte no número de comissionados deve ficar em torno de 30%.
Novo modelo e Assembleia
O gestor adiantou ainda que irá apresentar aos secretários um modelo inicial de governança com metas e o acompanhamento delas, onde tanto o governo quanto os secretários serão avaliados em um sistema de notas adotado com êxito em outros estados.
Também falando para o primeiro escalão, o chefe Executivo deu mais um recado claro: "Este será um governo limpo de nepotismo. Eficaz e eficiente” e apresentou aos demais membros da equipe a nova controladora geral do Estado, Maria Clara Bugarim. A nova integrante falou da importância do “controle preventivo” e reforçou a necessidade de “fazer mais com menos”.
Em relação aos projetos pendentes na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), o governador disse que iniciou a tratativa com o ex-presidente Fernando Toledo (PSDB) e, na próxima semana, deve se reunir com o atual, Antonio Albuquerque (PRTB), o que, segundo ele, não significava que o Orçamento para 2015 seria votado agora.



