Depois de anunciar que o Estado possui um déficit estrutural (diferença entre as receitas e as despesas públicas) de R$ 700 milhões que, segundo ele, vem aumentando ao longo do tempo, e uma dívida financeira de R$ 300 milhões, o secretário estadual da Fazenda, George Santoro, adiantou que será necessário aumentar a receita, diminuir as despesas e gerar espaço para novos investimentos.
“Vamos ter que voltar a cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal”, resumiu em um discurso afinado ao do governador Renan Filho (PMDB). Santoro concedeu entrevista coletiva à imprensa na tarde desta sexta-feira (09), antes da reunião ocorrida entre o chefe do Poder Executivo e os integrantes do primeiro escalão.
O secretário adiantou que, durante o encontro, irá apresentar um panorama da situação financeira de Alagoas e informar o que pretende fazer para iniciar o ajuste fiscal: “Temos oportunidade para melhorar a situação”, frisou, falando em mais rigor nas fiscalizações, principalmente em relação aos grandes contribuintes e aos grandes devedores do Estado.
Questionado sobre os benefícios fiscais concedidos no governo anterior, ele disse que todos serão estudados e, se houver “segmento descalibrado”, as medidas serão tomadas após uma série de discussões.
Sobre o reajuste para o funcionalismo público, o secretário afirmou apenas que isso será avaliado ao longo ano, mas frisou que 2015 será um ano "difícil".
Nesta manhã, Santoro divulgou, por meio de sua assessoria de imprensa, que é grave a situação financeira de Alagoas, que possui um déficit estrutural de R$ 700 milhões – contraído em razão de operações de crédito, empréstimos ou venda de ativos para fechar as contas de custeio - além de uma dívida financeira de R$ 300 milhões para ser quitada neste mês de janeiro.
