(Atualizada às 16h20)

O novo chefe do Gabinete Civil de Alagoas, Fábio Farias, disse que inicia sua gestão com os desafios de fazer a integração entre os secretários, de dar suporte às ações do governador e manter a relação respeitosa com os demais poderes constituídos. Farias conversou com a imprensa na tarde desta sexta-feira (02), durante sua transmissão de cargo no Palácio República dos Palmares.

Questionado sobre as pendências que o governo terá que discutir com o Poder Legislativo, a exemplo do Orçamento para este ano – que ainda não foi votado - e a suplementação financeira de R$ 10 milhões pleiteada pela Mesa Diretora, Farias foi cauteloso: "Ainda vamos conversar com o presidente Fernando Toledo. Temos todo o cuidado e respeito em relação à Assembleia Legislativa".

Em relação a exoneração de quase todos os servidores comissionados do Poder Executivo, ele garantiu que nenhum serviço emergencial será descontinuado com a medida. “Os comissionados serão indicados gradativamente pelos gestores, que serão orientados a reduzir os cargos”, frisou.

Em seu discurso, o novo chefe do Gabinete Civil falou sobre a integração da equipe de governo frisando que, segundo o governador Renan Filho (PMDB), não há "super secretários" no governo. Ele também destacou a parceria com o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Justiça e elogiou as qualidades de seu antecessor, Álvaro Machado.

Já o ex-chefe do Gabinete Civil fez um balanço de seus oito anos à frente da pasta, considerada por ele a "caixa de ressonância" do Governo: "Tudo que ocorre nas diversas pastas, e tudo que ocorre fora do Executivo, mas que aqui tem repercussão, ecoa, já no seu primeiro instante, no Gabinete Civil".

Machado também elogiou a escolha de Farias para substituí-lo e agradeceu a confiança do ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e o apoio de todos os servidores do Gabinete Civil.

Encerrando a solenidade, o vice-governador Luciano Barbosa (PMDB) também agradeceu a Álvaro Machado pelo trabalho realizado na equipe de transição e lembrou que, tanto o atual quanto o ex-chefe do Gabinete Civil são "pessoas talhadas para o cargo".