Pedro Vilela, presidente do PSDB em Alagoas e deputado federal eleito, comentou nesta quinta-feira (04) sobre o tema que movimenta a Câmara Federal há dias: a votação do projeto de lei que modifica a meta do superávit primário (PLN 36/14), cujo texto-base foi aprovado no Congresso Nacional. Para ele, o exemplo que a presidente dá ao país ao forçar uma anistia fiscal é péssimo.
“O PT e seus aliados protagonizaram um ataque mortal a uma das maiores conquistas do Brasil nas últimas décadas, a Lei de Responsabilidade Fiscal. Essa Lei foi criada para obrigar os governantes em todas as esferas, a terem responsabilidade na condução das contas públicas, prevendo inclusive punição para os ‘irresponsáveis’. O PT foi contra essa importante lei quando da sua criação, e agora trabalha para sepultá-la, a mando do Palácio do Planalto”, afirmou Pedro Vilela.
Por meio de sua assessoria, o futuro parlamentar lembrou que nos últimos dias a oposição ao Governo Federal travou uma dura batalha contra a aprovação do projeto, e que na quarta-feira (03) a bancada do PSDB se manteve mobilizada e firme na luta contra o calote proposto pela presidente Dilma Rousseff.
Segundo ele, “após quase 19 horas de debates, a sessão só acabou por volta das 5h da manhã desta quinta-feira (4), e graças ao esforço heróico da oposição o governo não conseguiu concluir a votação do PLN 36”. Desde o início dos debates, tucanos se revezaram na tribuna e fizeram inúmeras críticas à proposta de Dilma. Além disso, usaram todos os instrumentos regimentais para tentar impedir a aprovação da proposta petista.
Perto das 4h de hoje (04), o governo conseguiu a aprovação do texto-base da proposta que autoriza um abatimento sem limite da meta de resultado primário do ano, que é de R$ 116,1 bilhões. No entanto, esbarrou na falta de quórum quando foi colocado em votação o último dos quatro destaques apresentados à matéria e o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), teve que encerrar os trabalhos e convocar nossa sessão ao meio-dia da próxima terça (9).
