O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB/AL) emitiu nota oficial sobre as informações veiculadas no Estado de São Paulo que aponta que o PMDB de Alagoas recebeu doação – durante a campanha eleitoral – de grupo acusado de fraudar licitação da Transpetro, subsidiária da Petrobras.
A matéria foi veiculada hoje. De acordo com Renan Calheiros, ele se viu forçado a “algumas considerações óbvias”. De acordo com o jornal, as empresas doaram legalmente – em 2010 – R$ 400 mil ao diretório do PMDB de Alagoas.
Foram os principais financiadores da campanha de Calheiros na reeleição ao Senado Federal. As empresas – três meses depois – venceram – via consórcio – uma licitação para construção de 20 comboios navais para transportar álcool para o interior de São Paulo.
O grupo é acusado – pelo Ministério Público Federal – de fraudar licitação. De acordo com matéria publicado pelo UOL, as empresas – do consórcio ERT – negaram irregularidades nas doações e disseram que contribuíram para candidatos de vários estados, com cargos e partidos diferentes.
Em nota, Calheiros diz que “a mencionada empresa venceu um processo licitatório pelo menor preço. É a lei”. O presidente do Congresso Nacional ainda destaca que o contrato foi auditado pelo Tribunal de Contas da União e nenhuma regularidade foi apontada.
“A referida empresa fez múltiplas doações eleitorais e elas estão declaradas. Mais uma vez, como manda a Lei. Diante da clareza das informações, veiculadas para reacender suspeição, estamos diante de uma denúncia da legalidade. Não é cabível outra interpretação. Tudo como manda a Lei”, finaliza o senador peemedebista.
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