Próxima de completar uma semana, a greve geral do servidores municipais deverá ser resolvida no Tribunal de Justiça de Alagoas. Quem confirma é o prefeito de Maceió, Rui Palmeira, que reconhece a dificuldade financeira do município, mas que não entende a motivação da greve, apontando ainda que os servidores rejeitaram uma proposta na última semana.
De acordo com o prefeito, uma proposta para pagamento das progressões foi enviada e rejeitada pelos servidores. “Nós enviamos uma proposta por escrito, para que as progressões sejam pagas neste mês de dezembro, quando estaremos mais confortáveis. Mas, eles rejeitaram a proposta. Não vejo justificativa para a continuidade do movimento, por isso, a questão vai ser decidida na justiça”, afirmou.
Palmeira reconhece a dificuldade financeira do município, por conta da redução no Fundo de Participação dos Municicípios (FPM), mas aponta que a prefeitura tem tentado de todas as formas o dialogar com os servidores. “Nunca fechamos o canal de diálogo. Passamos sim por um momento difícil financeiramente, como várias cidades do nordeste, que tem atrasado salários inclusive, enquanto aqui em Maceió, continuamos pagando rigorosamente em dia”, disse.
Questionado sobre as afirmações dos servidores de que o acordo não teria sido aceito porque a prefeitura estaria descumprindo uma decisão judicial, o prefeito desconhece o fato. “Desconheço, porque se este acordo não foi homologado, não tem como ser descumprido”, finalizou.
Os servidores cobram que o executivo cumpra o acordo firmado para o pagamento das progressões salariais sem aditivos do Plano de Cargo, Carreiras e Salários (PCCs) e retroativos.
Já na próxima quinta-feira (13) os servidores prometem realizar uma passeata pelo Centro de Maceió, como confirmou o presidente do Sindicato dos Servidores da prefeitura, Sidney Lopes. “Nós também iremos realizar ações nos semáforos e bairros da capital. Queremos sensibilizar a população para a nossa pauta”, declarou.
*Colaborador