As eleições brasileiras de 2014 já bateram todos os recordes registrados pelo Facebook em diferentes votações ao redor do mundo. A interação na rede durante a campanha que sucedeu o primeiro turno superou os números da Índia, que até então era o campeão de debates promovidos no período eleitoral. Desde o início do processo, no dia 5 de julho, o Facebook registrou 346 milhões de comentários, curtidas e compartilhamentos sobre o tema, feitos por mais de 44 dos 89 milhões de usuários em todo o país. Além disso, a rede social também mostrou a importância dos debates na TV. Foram registrados mais de 20 milhões de interações sobre temas e propostas discutidas nos programas.
Especialistas em política de todo o Brasil têm divulgado informações acerca do desgosto social vivido ultimamente pelos brasileiros. O aumento progressivo do número de eleitores que têm se abstido do direito de participar do processo eleitoral fala por si só. No primeiro turno das eleições de 2014, votos brancos e nulos e ausentes somaram 29%. Em 2010, 18,12% do eleitorado protestaram nas urnas, enquanto que em 2006, 16,75% do total de votos não pode ser computado. Em Alagoas, quase 40% dos votantes não escolheu candidato algum, mas o estado não ficou de fora dos debates na internet, com narração ao vivo dos debates e discussões acoloradas em defesa e condenação dos candidatos.
O uso da ferramenta
No Brasil, as três redes sociais mais utilizadas são o Facebook, o Whatsapp e Twitter, respectivamente. Os usuários alagoanos seguem a mesma linha, ainda que o volume de acessos do estado figure apenas em antepenúltimo lugar no ranking nacional. Por aqui, textos extensos sobre as eleições de 2014 foram compartilhados por profissionais da área de jornalismo, como repórteres e colunistas mas, a grande maioria deles veio dos demais cidadãos, que escancararam seu voto e fizeram campanha aberta para seus escolhidos.
Roosivelt Carvalho, estudante de relações públicas narrou seu parecer dos debates entre os candidatos ao governo do estado em tempo real. “Quero ressaltar em primeiro lugar que não gosto de encher a timeline das pessoas, porque dentro do que a gente considera regra de bom-senso na internet, isso não é legal. No entanto, eu acredito que política é um assunto sobre o qual precisamos nos posicionar, pois reflete em nossas vidas e em nossos direitos. Eu comentava os debates para, de alguma maneira, mostrar para as pessoas as ideologias nas quais eu acredito, mostrar que existe mais de um candidato e que ele é voz para muita gente. Queria reforçar as ideias positivas dos meus candidatos e ao mesmo tempo ressaltar o que havia de ruim no discurso de ódio de outros”, disse.
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