De acordo com o promotor do município de Joaquim Gomes, Carlos Davi, o Ministério Público Estadual (MPE/AL) ainda não o valor total desviado com a propina paga para vereadores do município para apoiar a base aliada do governo, mas já tem conhecimento que os valores pagos mensais variavam entre R$ 2 e R$ 4 mil, dependendo da atuação do parlamentar na Câmara dos Vereadores. 

Os parlamentares foram presos durante uma operação, denominada pelo promotor de Justiça de Joaquim Gomes, Carlos Davi, de “Mensalinho”, em referência ao Mensalão - maior escândalo de corrupção política mediante compra de votos de parlamentares no Congresso - investiga o pagamento de propina entre o Legislativo e o Executivo Municipal. Conforme informações apuradas pelo CadaMinuto Press, existe uma grande possibilidade de Toinho Batista estar envolvido no vídeo, divulgado pelo MPE, em que mostra a negociação entre os vereadores.

O depoimento prestado pelos oito vereadores do município de Joaquim Gomes aos membros do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) e ao promotor do município, Carlos Davi, pode apontar a participação direta do prefeito afastado da cidade, Antônio de Araújo Barros, o Toinho Batista (PSDB).

Segundo Carlos Davi, as declarações dos acusados servirão como uma condução das investigações e, como uma forma de esclarecer totalmente o esquema, os promotores do Gecoc ofereceram a delação premiada aos vereadores para eles delatarem o todo o esquema. Com isso, foi garantido a eles a suspensão da prisão e o direito de responder o processo em liberdade.

A exigência feita pelo Gecoc foi de que os parlamentares continuem afastados dos seus cargos. Carlos Davi afirmou ainda que, caso seja comprovada a participação de Toninho Batista, o caso será deslocado para o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) devido foro privilegiado do gestor.

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