Sem sombra de dúvidas tivemos uma das mais surpreendentes eleições proporcionais das últimas décadas em Alagoas. Com 60 mil votos o novato em política Rodrigo Cunha (PSDB) levou a primeira colocação dentre os candidatos à Assembleia Legislativa de Alagoas, desbancando históricos políticos de famílias alagoanas tradicionais. Cunha surpreendeu, assim como João Henrique Caldas (Solidariedade) para a Câmara dos Deputados.
Todavia, as surpresas entre os mais votados representa pouco, quando levado em consideração os demais nomes do pleito. A renovação praticamente inexistiu no parlamento estadual. Muitos dos novos nomes apenas representam o que pode ser chamado de “cadeiras hereditárias”.
Como uma avalanche JHC arrastou milhares de votos na capital e na mesma onda estava Rodrigo Cunha, novel na política que levou sozinho mais de 40 mil votos só na capital, sendo o mais voto e mantendo-se bem votado em diversos municípios do interior alagoano. As manifestações de junho de 2013 se manifestaram nas eleições para proporcionais, ao menos destes dois candidatos, como se a população tivesse combinado em elegê-los pela credibilidade junto à população.
Rodrigo Cunha foi reconhecido por sua inegável atuação como superintendente do Procon, tornando-o uma instituição respeitada e de grandes serviços à população, mas também teve sua trajetória familiar relembrada durante a campanha. Filho de Ceci Cunha, deputada federal assassinada num crime político no final da década de 1990, Cunha conseguiu notoriedade ao buscar de todas as formas que os responsáveis pelo assassinato de sua mãe – de seu pai e mais dois familiares – não ficasse impune.
Como resultado dessas eleições, a renovação na ALE não foi tão considerável. Dos 27 deputados estaduais, 16 se reelegeram, e dos que não se reelegeram, apenas Cunha nunca teve qualquer experiência eletiva.
Cientista política
A reportagem procurou a cientista política Luciana Santana para avaliar o resultado das eleições proporcionais para a Assembleia Legislativa de Alagoas. “A porcentagem de renovação legislativa em Alagoas não foi alta, principalmente se analisarmos retrospectivamente o “conturbado” mandato atual. Dos 27 deputados atuais, 16 deles se reelegeram para um novo mandato. A taxa de renovação (novos nomes) é de aproximadamente 40%”, constatou a especialista.
Continuou: “considerando que o eleitor (em geral) não vota partidariamente e sim em nomes, motivado pelas características do nosso sistema eleitoral de lista aberta, a mudança é pouco expressiva porque além de uma taxa relativamente alta de reeleitos, houve a eleição de novos nomes vinculados aos deputados atuais ou nomes tradicionais na política alagoana”.
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