A denúncia de que candidatos ao cargo de deputado estadual estariam utilizando um método de compra de voto, mediante comprovação, estaria mobilizando a população e a polícia no município de Marechal Deodoro. A Polícia Federal nega ter havido operação na região e afirma não ter conhecimento do caso.
O “voto carbono” era bastante utilizado antes da votação digital. Os eleitores iam à seção eleitoral com uma cópia da cédula em um pedaço de carbono. Com isso, o eleitor comprovaria ter votado no candidato e só então receberia o combinado na venda do voto.
Após a implantação da urna eletrônica, o esquema aconteceria de forma diferente: o eleitor teria que levar o número do candidato impresso em um papel com textura diferenciada é entregue ao eleitor mediante promessa de dinheiro em troca de seu voto. Para comprovar o cumprimento do acordo, o eleitor precisaria segurar o papel com o espaço em branco diante da urna após digitar o número indicado. O contato do papel com a lâmpada fluorescente da urna garantiria a impressão de parte da tela no papel.
O Juiz Eleitoral da Comarca de Marechal Deodoro, Léo Denisson também alertou sobre o esquema. Agora pela manhã, a informação no Fórum era de que ele ainda não havia chegado para dar qualquer declaração a respeito.
