O presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB) condenou o uso político da deleção premiada, utilizada como benefício pelo ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, na revelação de distribuição de propina para parlamentares e aliados do governo federal.
Calheiros comentou sobre a denúncia durante um encontro com a imprensa alagoana, nesta sábado (06), junto com o vice-presidente da República, Michel Temer, e também presidente de honra nacional do PMDB. O nome dele foi citato por Paulo Roberto em depoimento à Justiça, que apontou a participação de três governadores, seis senadores e um ministro de Estado na divisão de dinheiro dos cofres da Petrobras.
"O claro uso político da delação premiada será um aprendizado para o país", rebateu Renan Calheiros. O senador disse que nunca teve nenhum tipo de contanto com o doleiro Alberto Rouseff nem tão pouco o conhece. “Acredito que pena da deleção premiada quando se faz para atingir pessoas e esconder outras deveria ser dobrada”, afirmou ele.
Sobre o assunto, Michel Temer afirmou que as denúncias não afetam em nada a campanha eleitoral de Dilma Rouseff e reforçou a importância da apuração rigorosa nas informações deletadas por Paulo Roberto. “Isso afeta zero a campanha da Dilma, até porque ela não tem nada haver com isso”, destacou Temer.
Temer se mostrou confiante na credibilidade do Supremo Tribunal Federal (STF) em conduzir as investigações. “O PMDB enquanto instituição não tem nada haver com isso. Lógico que isso tem ser conduzido com muito cuidado e calma para que não haja acusações que venham ser infundadas”, reforçou o vice-presidente.
