Buscando a reeleição pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Fernando Collor de Mello participou nest sexta-feira (15) da sabatina com os candidatos ao Senado Federal organizada pelo Grupo CadaMinuto em parceria com a TV Alagoas e a Rádio CBN. O senador destacou o trabalho realizado enquanto representante parlamentar, apresentou propostas, discutiu temas políticos e fez críticas à gestão do tucano Teotonio Vilela Filho, cujos oito anos de mandato foram descritos como um “desgoverno aterrorizante”.

Um dos primeiras temas abordados pelo senador foi o trabalho em prol de Arapiraca, município no qual tem reduto eleitoral defendido por seu partido com a prefeita Célia Rocha. O questionamento foi feito em relação ao crescimento da cidade e os consequentes problemas urbanos que começam a afligir a população. Na avaliação de Collor, as dificuldades acabaram sendo geradas pela falta de infraestrutura, que “não acompanhou o crescimento inesperado de Arapiraca”.

A solução, segundo apontou o senador, seria um programa de investimento em infraestrutura, já que Arapiraca é um município que se tornou polo de indústrias e empresas. Além disso, Collor falou sobre a implantação de um Plano Diretor para ordenar o crescimento da cidade que, segundo ele, “não fala em crises”. “Vemos as pessoas motivadas apenas pelo crescimento, pelo trabalho”, comentou.

Ainda sobre o mesmo tema, Collor lembrou dos investimentos destinados ao município por intermédio da bancada federal da qual faz parte. “Foram R$ 48 milhões, além do programa de incentivo à agricultura familiar, onde entregamos 57 máquinas agrícolas aos produtores”, acrescentou o candidato.

Para a educação, Collor defendeu a federalização do ensino básico e a ampliação das escolas de ensino integral. Já na infraestrutura do Estado, o senador diz que Alagoas enfrenta graves problemas, assim como a realidade nacional, e falou sobre o Canal do Sertão.

“Consegui com o presidente Lula incluir o Canal do Sertão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Se assim não tivesse feito, as obras não estariam entre as prioridades do Governo Federal. Hoje, graças a Deus, já estamos com 80 km construídos”, disse. Collor destacou também a construção da BR-101, falando sobre o empenho da bancada alagoana para o avanço do projeto.

Em relação à segurança pública, o senador disse não ser um problema restrito a Alagoas, mas atribuiu os índices negativos à gestão do governo estadual. “O Brasil inteiro sofre por conta da falta de estrutura. O que me indigna não é somente o fato de sofrer, mas Alagoas ser o mais violento do País, Maceió a 6ª capital mais violenta do mundo. Se tivéssemos um governo eficiente, a realidade seria outra e os índices não seriam estes. O governador deve chamar a responsabilidade para si e não terceirizar a segurança pública, como fez este governado, chamando pessoas de fora, que não entendem na área”, comentou.

Questionado sobre a saúde, Collor enalteceu o Serviço Único de Saúde (SUS), descrevendo-o como o grande avanço do Brasil que universalizou o acesso à assistência médica, mas acrescentou que há problemas a serem corrigidos. O senador destacou que um dos maiores problemas referente ao tema é a assistência básica. “Quando implantei os CIACs (Centros Integrados de Atendimento à Criança), inclui neles um médico e um dentista. Infelizmente o projeto não foi levado à frente, mas se tivesse sido a realidade hoje seria outra”, disse.

Collor falou também dos problemas no Hospital Geral do Estado (HGE). “Necessitamos resolver essa questão que é algo indescritível”, completou.

Nas perguntas de tema aberto, o senador respondeu sobre o fato de antes ter seu nome rejeitado e hoje é apoiado por partidos que eram contrários. “As circunstâncias mudaram e aqueles que têm visão de compromisso com a mudança seguem do mesmo lado que estou, que é o de oposição ao esse desgoverno. É o desejo de uma Alagoas melhor que nos une”, disse.

Collor também foi questionado sobre os investimentos destinados ao Estado pelo Governo Federal, atribuídos pelo senador aos esforços da bancada federal. “98% das obras realizadas em Alagoas receberam investimentos conseguidos por deputados e senadores em Brasília. É fundamental que estejamos lá para que possamos abrir as portas para que estes recursos venham”, ressaltou.

Questionado sobre a ausência de um candidato do PSDB na disputa ao Senado Federal, Collor encerrou a sabatina dizendo lamentar que o partido do governo que praticou “esses atos de desgoverno, que deixou todos aterrorizados”, não tenha conseguido construir um nome. “É a falência total da capacidade política e pessoal de Teotonio Vilela. Ele afundou o barco que navegaram e forçou os que estavam com ele a procurar as suas boias de salvamento”, concluiu o candidato.