O isolamento político parece ter feito bem ao governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Pelo menos é esta a impressão que ele tem deixado, ao tratar com a imprensa sobre suas conquistas e frustrações dos dois mandatos que deve concluir em 31 de dezembro.
Com o objetivo de anunciar para os alagoanos que reserva “uma montanha de inaugurações” para estes próximos quatro meses, Téo dedicou a última semana à divulgação, pessoalmente, da conclusão de projetos, de seu legado e de sua visão sobre o atual momento político de Alagoas.
Na última quarta-feira (13), antes da notícia da trágica morte do ex-governador pernambucano Eduardo Campos (PSB), o CadaMinuto Press atendeu ao chamado do governador para a entrevista exclusiva. E ouviu, durante uma hora, Teotonio Vilela fazer esclarecimentos importantes que vão desde o posicionamento do PSDB na campanha majoritária até seu futuro político e o legado para o próximo governo.
O governador tucano rebateu críticas sobre o endividamento do Estado e negou o boato de que se firmara uma aliança com Renan Filho (PMDB) para se tornar ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Téo também condenou as guerras comerciais e políticas que desencaminharam o projeto do Estaleiro de Coruripe e revelou que descansa em 2015. Porém, sinalizou para um possível retorno à vida pública em 2016, em algum ministério de um eventual governo de Aécio Neves (PSDB); ou em 2018, se o contexto possibilitar uma candidatura ao Senado.
O senhor sente que errou em algum momento, ou foi consequência do acaso este isolamento da chapa do PSDB para estas eleições?
Na verdade, foi uma atitude muito ousada do PSDB ao escolher o Eduardo Tavares para ser o candidato do partido. Porque não havia nenhuma tradição de militância dele dentro do partido e um trânsito muito recente e precoce no meio político. Ele era quase que um estranho no ninho, era uma figura de fora do meio. Tanto que o ET colou. Mas a motivação da escolha do PSDB foi entrar em sintonia com um anseio que hoje existe no Brasil inteiro, que é uma busca por uma nova postura e por uma nova forma de fazer política. É um certo mesmismo nos comportamentos, a manutenção de oligarquias, uma certa falta de identidade com o que as pessoas precisam e querem. Então, foi este espírito que inspirou a candidatura do Eduardo Tavares. Infelizmente, não prosperou, porque ele não quis e desistiu do processo. Aí houve agora toda uma rearrumação do processo. Na verdade, esse isolamento foi fruto de um gesto em busca de uma mudança que, infelizmente, não aconteceu agora, mas acontecerá no futuro.
O senhor se sente culpado de alguma forma por ter obtido este resultado?
Nenhum pingo de arrependimento ou de qualquer tipo de ressentimento com quem quer que seja. Compreendo perfeitamente aqueles que não acompanharam pelos mais diversos motivos. Porque sei como é difícil mudar. Há uma resistência às mudanças. Tenho relação da melhor qualidade com todos os meus companheiros do PSDB e parceiros. Tanto que estamos praticamente todos juntos pela eleição de Aécio Neves. No caso do PSDB, unanimidade. E dos outros parceiros, quase unanimidade, porque, uma parte vota no Eduardo Campos. Mas, a grande maioria unidíssima em torno da candidatura do Aécio Neves para presidente.
Leia a entrevista completa na edição desta semana do CMPress já nas bancas.
