Descontração e bom humor. Além das propostas enquanto candidato ao Senado Federal, estes foram pontos de destaque nas respostas de Omar Coelho de Mello (DEM) durante a sabatina realizada ontem (12) pelo Grupo CadaMinuto em parceria com a TV Alagoas e a Rádio CBN. O ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) respondeu a questionamentos referentes à saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, agricultura e temas abertos, descrevendo-se sempre como “a nova opção de trazer política decente para Alagoas”.

Candidato pela Coligação Juntos com o Povo pela Melhoria de Alagoas, encabeçada por Benedito de Lira (PP), Omar Coelho foi sabatinado pelos jornalistas Luis Vilar, Arnaldo Ferreira e Carlos Miranda. Durante a entrevista, quando questionado sobre o trabalho voltado para Arapiraca caso seja eleito, o democrata afirmou que, apesar de ser uma região de grande importância e considerada a segunda capital de Alagoas, pautará o mandato com foco em todos os municípios.

“Enquanto senador, tenho que ter visão do Estado completo. Quero trazer investimentos, se possível para todos os municípios, para acabar com o desequilíbrio. Arapiraca é sim uma cidade de grande importância e merece atenção especial, principalmente pelo triste momento que vem passando. A cidade tem sofrido com a incapacidade dos gestores de fazer crescê-la como ela necessita”, disse o candidato.

A segurança pública também foi abordada durante a entrevista. Sobre o tema, Omar Coelho defendeu a “federalização, visto que os estados são incapazes de se defender e resolver o problema” com o avanço da criminalidade e do tráfico de drogas. Em uma breve avaliação sobre o trabalho do atual governo do Estado na área, o candidato afirmou que a gestão tucana, apesar do esforço e de ter se aproximado do governo federal, “deixou devendo”. “A solução para a segurança pública está no investimento em equipamentos e na capacitação e valorização dos profissionais, mas nenhum governo tem pensado em políticas públicas para isto”, afirmou.

Em relação à agricultura, o ex-presidente da OAB defendeu a reforma agrária e a ampliação do Programa Nacional de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (PRONAF), além da expansão de crédito com foco em facilitar que o produtor leve sua colheita ao mercado. “Em todo o Brasil existe grandes espaços de terras que precisam ser desapropriadas e distribuídas entre os assentamentos do Movimento dos Sem Terra. Defendo a reforma agrária sim, mas não a invasão, como temos visto. A reforma é necessária e vamos fazê-la de forma correta”, enfatizou Omar Coelho.

Para a educação, o democrata destacou ser necessário reformar a rede básica no ensino fundamental, defendendo a qualificação profissional como uma das formas de melhorar o ensino público. “A educação é a vase e não temos políticas sérias no Brasil. Há professores que fazem que ensinam e os alunos fazem que aprendem. Chegamos a um estado em que os estudantes estão concluindo o ensino médio ou não. Precisamos mudar o sistema atual e as pessoas que o fazem, porque aí está o problema”, disse o candidato.

Quando questionado sobre infraestrutura, principalmente em relação ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Omar Coelho criticou a gestão e afirmou que a iniciativa “seria maravilhosa se funcionasse”. O candidato também defendeu a construção do Canal do Sertão e acrescentou que, se eleito, levará ao Senado a proposta de revitalização do Rio São Francisco. 

Já nos temas abertos, uma das perguntas foi em relação ao racha entre o PSDB e DEM, já que a atual chefe do Executivo Estadual é tucano e tem um vice-governador democrata. Omar Coelho respondeu que “faltou conversa” e que o governo não valorizou a sigla como deveria. “Achou que poderia tomar conta de toda a política sem conversar, sem valorizar o DEM, e deu no que deu. É lamentável que um governo de oito anos chegue ao fim sem uma continuidade”, disse o candidato.

O ex-presidente da OAB também foi questionado se não se sentia sozinho quanto à divisão de apoio de correligionários que integram a coligação da qual faz parte a candidatos de outras coligações.  Sobre o assunto, Omar Coelho enfatizou que não é prejudicial. “O eleitor brasileiro não vota em partidos, vota em pessoas, o que eu lamento. Hoje o apoio é dado a quem está na frente, com maior porcentagem. Mas isso não é problema. Quero ver quando passarmos dos 10%”, disse. Em relação ao apoio à Aécio Neves, candidato à presidência pelo PSDB, Coelho disse que a decisão em segui-lo é por “obrigação e desejo próprio também”.

O democrata encerrou a entrevista com um trocadilho, que destacou o perfil descontraído e de bom humor, características que puderam ser constatas pelos telespectadores e nos bastidores durante toda a entrevista. “Sou um senador de peso, mas de passado leve. Minha história não me envergonha. Muito pelo contrário; me enaltece”, concluiu.

O entrevistado desta quarta-feira (13) é Eduardo Magalhães, do PSDB.