A delegação palestina presente no Cairo está examinando uma proposta egípcia para um novo cessar-fogo de 72 horas com Israel na Faixa de Gaza, informou à AFP neste domingo um porta-voz do Hamas.

"Há uma proposta para outra trégua de 72h para permitir que as negociações prossigam. Esta proposta está sendo examinada", afirmou Sami Abu Zouhri em Gaza, afirmando que a decisão da delegação palestina depende da "seriedade da posição israelense".

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, por sua vez, afirmou neste domingo que Israel não negociará um cessar-fogo na Faixa de Gaza enquanto o Hamas continuar disparando foguetes contra seu território.

"Israel não negocia sob disparos", afirmou durante a reunião semanal de seu governo, em um comunicado.

"Em nenhum momento declaramos que (a ofensiva militar de Israel) havia terminado. A operação continuará até que seu objetivo --a restauração da paz por um período prolongado --for atingido", afirmou ele em declarações públicas na reunião semanal de gabinete. "Eu disse no começo e durante a operação --isso levará tempo, e energia será necessária", disse o israelense. 

Anteriormente, um membro da delegação palestina que negocia com israelenses no Egito afirmou que são poucas as possibilidades de que as conversações em curso resultem em um novo cessar-fogo.

"É possível que a delegação palestina volte (ao território palestino) para consultas com os líderes a qualquer momento", afirmou Ezzat al Rishq, um alto dirigente da delegação do movimento islamita Hamas.

"Há poucas possibilidades de êxito nas negociações", insistiu, assegurando, no entanto, que a decisão.

Desde que um trégua de três dias acabou na sexta-feira, os disparos de foguetes e morteiros palestinos se destinaram aos kibbutzim israelenses, ou fazendas coletivas, do outro lado da fronteira, no que pareceu ser uma estratégia de enfraquecer a moral do Estado judeu sem provocar uma outra invasão terrestre da Faixa de Gaza. 

Um mês de guerra matou 1.893 palestinos e 67 israelenses, além de devastar áreas de Gaza. Mas a pressão internacional para um cessar-fogo tem sido mais fraca do que em rodadas anteriores do conflito entre israelenses e palestinos dadas outras crises de segurança internacional.